Sorocaba, SP, 26 (AE) - O prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PTN), é o 20º administrador, nas gestões iniciadas em 1997, a manter-se no cargo graças a liminares dadas pela Justiça
no Estado de São Paulo. Antes dele, 38 dos 645 prefeitos paulistas tinham sido alijados do mandato por decisão judicial ou processos de cassação aprovados pelas Câmaras Municipais. Do total, 19 recuperaram a função pública.
O recordista é o prefeito de Itapetininga, José Carlos Tardelli (PFL), que sofreu quatro processos de cassação e continua no cargo.
Já o de Barbosa, Fernando Barbosa (PSDB), retornou à prefeitura pela segunda vez em 40 dias, na semana passada. A primeira cassação ocorreu em dezembro. Ele voltou a ser afastado em 8 de março, desta vez pela Justiça, mas obteve nova liminar dia 17 no Tribunal de Justiça (TJ). Com esse instrumento legal, espera concluir o mandato em dezembro. Mas a Câmara não desistiu de afastá-lo por falta de decoro e iniciou um novo processo.
Em Tapiraí, Carlos Colombo (PSDB) não teve a mesma sorte. Afastado pela Câmara em dezembro e cassado há um mês, até agora ele não conseguiu reaver a função.
Prisões - Dos prefeitos cassados, três estão presos. Néfi Tales (PDT), de Guarulhos, teve a prisão preventiva decretada pelo juiz criminal Marcelo Matias Pereira, em processo no qual é acusado de falsidade ideológica, improbidade administrativa e formação de quadrilha. Seu pedido de habeas-corpus foi negado na semana passada.
Também continuam presos os ex-prefeitos de Bauru, Antônio Izzo Filho (PPB), acusado de irregularidades administrativas e tentativa de homicídio, e de Monções, Edson Luís Vieira (PFL), suspeito de ter mandado matar seu antecessor no cargo.
Os municípios de Cravinhos e Arandu, que tiveram seus administradores cassados, foram obrigados a realizar novas eleições. No caso de Cravinhos, além do ex-prefeito José Amoroso (PDT), foi cassada a vice-prefeita, Eliana Pavan Amoroso, sua filha.

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