São Paulo, 08 (AE) - O prefeito Celso Pitta (PTN) promete comparecer "desarmado de qualquer intenção polêmica" amanhã (09), às 10h30, à reunião com o governador Mário Covas (PSDB) no Palácio dos Bandeirantes. Os dois vão discutir como agir em relação aos perueiros clandestinos em São Paulo.
"Vamos procurar um entendimento no sentido que venho defendendo há várias semanas, de uma colaboração estreita entre a Secretaria da Segurança Pública e a equipe de fiscalização da Prefeitura", afirmou. "Creio que daremos mais um passo na solução dessa questão, que nos preocupa em vista da segurança da população nesse tipo de transporte."
O encontro foi acertado na segunda-feira, depois que Pitta telefonou para Covas. O prefeito referiu-se também à sua suposta vitória na queda-de-braço com o Estado. "Não vou dizer que o governo esteja dando o braço a torcer, mas há um clamor da opinião pública para dar um basta nas irregularidades que envolvem perueiros clandestinos e isso deve ter sido levado em conta pelo governador, a ponto de ele colocar força policial nas ruas", disse Pitta. "Se o caso é de vitória, é de vitória da cidade."
Pitta disse ainda que não haverá tréguas na fiscalização dos perueiros. Ele voltou a prometer a criação de uma tropa de choque na Guarda Civil Metropolitana e disse que continuará dando prioridade à compra de equipamentos para a corporação.
Sem tiro - O governador usou uma linguagem mais descontraída para dizer que acredita num entendimento com o prefeito. "O Pitta vai lá no Palácio conversar comigo: eu não vou dar nenhum tiro nele e acho que ele também não vai entrar armado", afirmou Covas, hoje, em Brasília."Não sei qual vai ser a solução para o problema dos perueiros, porque quem dá licença é a Prefeitura", disse. "Mas leio diariamente nos jornais que somos incapazes de discutir, daí marcamos um encontro para amanhã."
Quanto a propostas, Covas pretende sugerir que Estado e Prefeitura tenham meios mais ágeis de comunicação para reprimir eventuais atos de violência de perueiros. "Tenho a idéia de fazer uma espécie de hot line, uma linha direta com a polícia, de tal maneira que, se acontecer alguma coisa, a gente possa convocar (reforços).

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