São Paulo, 27 (AE) - O prefeito Celso Pitta (sem partido) disse hoje em visita ao bairro de Ermelino Matarazzo que o deputado estadual Reynaldo de Barros Filhos (PPB) "quer ter os 15 minutos de fama que todo mundo está atrás". Na véspera, Barros e o ex-deputado Erasmo Dias confirmaram ao delegado Naief Saad Neto que Pitta sabia da extorsão praticada por fiscais da Administração Regional de Itaquera.
Segundo os dois contaram, o prefeito foi informado do problema ainda em 1998, em reunião no Palácio das Indústrias em que participaram também o vice-prefeito Régis de Oliveira, o secretário do Governo Augusto Meinberg e o deputado Conte Lopes, autor da denúncia de que funcionários estariam exigindo R$ 50 mil da empresa Panco. O esquema beneficiaria o vereador Dito Salim (PPB).
"Esse deputado já se posicionou na oposição", disse Pitta. O prefeito admitiu que Barros mencionou o assunto em almoço com toda a bancada estadual de deputados do PPB, mas isso quando Pitta falou sobre a idéia da Corregedoria de Serviço Público Municipal. "A título de comentário e dizendo ser sabedor de irregularidades, ele falou que a criação da corregedoria era uma medida muito oportuna". Fiscalização - A visita de hoje foi a terceira feita pelo prefeito com o objetivo de fiscalizar o trabalho das regionais - as outras duas foram Jabaquara e Vila Mariana. Participaram vários líderes comunitários.
Pitta, que estava acompanhado do secretário das administrações regionais Domingos Dissei e do regional de Ermelino Matarazzo, Edson Basílio Gasques, ouviu todo tipo de pedidos: de asfaltamento de ruas a desratização.
Depois, visitou quatro pontos problemáticos da região, entre eles uma encosta que já desabou, destruiu uma creche e está colocando outro imóvel em risco na Rua Francisco Antônio Miranda. Garantiu à comerciante Ereonildes Bressan, moradora do número 762 que faltou ao trabalho para esperá-lo, que o problema será solucionado. "Se o Pitta não arrumar isso até o fim do ano vou à televisão fazer um escândalo", ameaçou ela.

mockup