Pitta diz que prisão foi desforra de Tuma
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quinta-feira, 14 de outubro de 1999
Por Gabriela Carelli 
São Paulo, 15 (AE) - O prefeito Celso Pitta (PTN) mudou de tática. Em vez de esquivar-se de explicações sobre a prisão do secretário nomeado por ele e preso ontem pouco antes da posse
Pitta disparou contra o responsável pela captura, o delegado Romeu Tuma Júnior.
"Logo depois que o tio é demitido por mim, o sobrinho manda prender o sucessor", disse Pitta, referindo-se ao fato de o ex-secretário da Administração, Renato Tuma, ser tio do delegado Tuma Júnior. Ao contrário do que disse o prefeito, foi Renato Tuma que pediu demissão.
"Só quero saber dele três coisas", instigou Pitta. "Ele é ou não sobrinho do Renato?", perguntou. "Ele é ou não filho do senador Romeu Tuma, candidato a prefeito de São Paulo nas próximas eleições?", completou. E, por fim, deixou a dúvida: "Tuma Júnior é ou não candidato a vereador?"
As insinuações de Pitta foram rebatidas por Tuma Júnior. "Nunca fui, nem serei candidato; mas na atual conjuntura, a cidade está precisando mais de um xerife do que de um prefeito"
desabafou. Considerou as duas primeiras questões uma afronta. "Nunca precisei nem vou precisar fazer testes de DNA."
Pitta, que deu as declarações durante a inauguração de uma nova unidade do Cingapura, na zona oeste, usou quase todo o tempo do evento para tentar reverter o duro golpe sofrido pelo Executivo. "A população pode não conhecer detalhes, mas não é boba", disse Pitta. "Vai perceber as estranhas relações familiares e uma prisão feita horas antes da posse para ter impacto na mídia e a maior repercussão possível."
Novidade - O conjunto inaugurado ontem pelo prefeito tem casas, não prédios, como é habitual no Cingapura.


