São Paulo, 11 (AE) - O prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PTN), afirmou hoje que não deve mais nenhuma explicação à Justiça no caso da emissão de títulos municipais para o pagamento de precatórios. "Esse assunto foi exaustivamente analisado pelo Ministério da Fazenda, pela Procuradoria-Geral da Fazenda, pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) e pelo Banco Central (BC)", justificou. Segundo ele, nenhum dos documentos que estão relacionados às operações foi falsificado.
Além de Pitta, o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) e o ex-coordenador da Dívida Pública Municipal Wagner Ramos foram denunciados ontem (10) pelo Ministério Público Federal (MPF), sob a acusação de falsidade ideológica. Os três conseguiram autorização do Senado e do BC, em agosto de 1994, para emitir títulos no valor de R$ 600 mil com o objetivo de pagar precatórios. O grupo teria usado, entretanto, cinco declarações falsas.
O prefeito considerou a denúncia do MPF totalmente improcedente. "Vi com muita estranheza e perplexidade essa decisão", observou. Para ele, o momento político pode ter motivado a atitude do MPF. Pitta defendeu-se dizendo que o BC e o TCM emitiram pareceres favoráveis à operação, realizada na época em que ele estava no comando da Secretaria de Finanças da capital.
Atualmente em viagem pela Europa, Maluf comentou a denúncia do MPF em nota oficial, divulgada pela Assessoria de Imprensa: "Não houve nenhuma irregularidade na emissão de títulos públicos. Todas as informações prestadas pela Prefeitura foram exatamente as que foram solicitadas pelo Banco Central. E com parecer favorável do Tribunal de Contas do Município de São Paulo. Não houve absolutamente nenhuma informação falsa."
Procurado várias vezes pela reportagem, o advogado de Ramos, Marcio Thomaz Bastos, não respondeu às ligações até as 21h05.

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