São Paulo, 02 (AE) - O prefeito Celso Pitta (PTN) e o governador Mário Covas (PSDB) encontraram-se hoje pela primeira vez desde o início dos incidentes com perueiros. Trocaram um formal aperto de mãos depois da cerimônia de posse do Conselho Superior da Magistratura, no Tribunal de Justiça (TJ). Apenas quando perguntados por jornalistas referiram-se à polêmica da participação da Polícia Militar nas blitze para apreensão de peruas.
Ao fim da cerimônia, o prefeito foi ao encontro do governador e esperou, com a mão estendida, até que Covas cumprimentasse outras pessoas. Em seguida, Pitta voltou a criticar a política de segurança pública. "Tenho muito apreço pelo governador, mas a equipe que o cerca é uma equipe de incompetentes". Covas, no canto oposto, comentou as opiniões sobre seu governo com ironia, dizendo-se cansado do assunto. "Só falta eu pedir para o Pitta designar meus secretários", disse. "Amanhã estou pedindo para ele fazer precatórios para mim".
Pitta disse que, com o fim de uma licitação para compra de pistolas 380, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) vai ocupar o espaço que, acredita, está sendo deixado pela PM. "O governo está omisso e não vamos cruzar os braços". Covas discorda. "Você acha que a PM existe para prender perueiro?", questionou. "Se algum perueiro fizer algo fora da lei, chama a PM que ela vai lá e prende".
O secretário da Segurança Pública, Marco Vinicio Petrelluzzi, cuja demissão Pitta pediu ontem, estava no meio da sala. Comentou as declarações do prefeito e agradeceu por não ser parte de seu secretariado. "Estaria demitido".

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