Pitta diz que é rpeciso rever conceito de funcionário fantasma
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de junho de 1999
Por Natalie Antar (especial para a AE) 
São Paulo, 14 (AE) - O prefeito Celso Pitta (sem partido) disse hoje que é preciso "rever o conceito de funcionário fantasma", pois pode estar havendo um engano em relação ao significado da palavra, que segundo ele, "está sendo usada de forma errada". Reportagem do Grupo Estado mostra que a nomeação de funcionários fantasmas pela Anhembi Turismo custou R$ 7,2 milhões para os cofres do Município em um ano. Esse valor seria suficiente, por exemplo, para reformar todo o sistema de semáforo da cidade, ou manter e conservar todas as áreas verdes da capital. A estimativa foi feita com base nos depoimentos do inquérito policial que investiga a empresa.
Conforme declararam os responsáveis pelo Departamento de Recursos Humanos, cerca de 40% dos 500 funcionários efetivos da empresa podem ser fantasmas. Até agora a polícia já localizou - e pretende indiciar - 70."As apurações que já chegaram a nosso conhecimento dão conta que a quase totalidade desses funcionários ditos fantasmas na realidade são funcionários que trabalham fora da administração central da Anhembi Turismo, mas trabalham", disse Pitta, durante entrevista na sede da Administração Regional de Perus, na zona norte.
Segundo Pitta, os funcionários cedidos para outros órgãos não podem ser considerados como fantasmas. "Qualquer cálculo que envolva esse conceito equivocado também precisa ser revisto", disse. O prefeito também afirmou que é preciso verificar e investigar caso a caso a situação das pessoas que estão sendo apontadas como fantasmas. "O que não podemos fazer é generalizar, pois isso me parece um pouco precipitado."


