Rio, 15 (AE) - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), José Pio Borges, e o prefeito de São Paulo, Celso Pitta (sem partido), reuniram-se hoje para discutir como o banco pode apoiar as privatizações que serão realizadas pela prefeitura. Foi a primeira vez que o banco recebeu pedido de apoio a um programa de desestatização municipal.
Borges informou que, no encontro, foram apresentadas alternativas pelas quais o BNDES pode atuar na venda de bens da Prefeitura. Os principais ativos a serem vendidos são o Estádio do Pacaembu, o Centro de Convenções do Anhembi e o Autódromo de Interlagos. Segundo Borges, o BNDES tanto pode ser o responsável por todo o processo de privatização como dar "mero assessoramento" à prefeitura - que vai decidir qual a forma de atuação do banco. "A idéia é acelerar a privatização do município", informou o presidente do banco.
"Já assinamos protocolos de assessoria com diversos Estados
mas nunca com uma prefeitura", afirmou Borges. "Se pudermos apoiar o processo, o faremos", garantiu. O prefeito afirmou que a venda de bens é necessária para abater o montante principal da dívida do município com o Banco do Brasil (BB) e conseguir a redução dos juros. Pitta acrescentou que, com o refinanciamento da dívida paulista, vai ser possível a administração retornar os investimentos.

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