Pitta classifica denúncias contra ele de "absurdas" e acusa PT
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segunda-feira, 12 de abril de 1999
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 13 (AE) - O prefeito Celso Pitta (sem partido) considerou "um absurdo" as denúncias da comerciante Amazília Lopes Francisco, ontem (12), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais. A comerciante, que é mulher do ex-chefe dos fiscais da Administração Regional da Sé, Wagner Leonardo, denunciou que parte das propinas arrecadadas por fiscais da regionais seriam enviadas para o comitê eleitoral do então candidato a prefeito Celso Pitta e do vereador Hanna Garib.
"É um absurdo e uma irresponsabilidade esse tipo de afirmação", disse o prefeito, hoje, após a reunião com os 27 administradores regionais, no Palácio das Indústrias. "É necessário muito cuidado antes da divulgação de informações desse tipo", completou.
Pitta também criticou vereadores do Partido dos Trabalhadores (PT) por supostas irregularidades administrativas. Na entrevista coletiva após a reunião com os administradores regionais, ele citou o vereador Arselino Tatto e o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais, José Eduardo Martins Cardozo, ambos do PT.
"Há investigações sobre possíveis funcionários fantasmas em gabinetes dos vereadores do PT na Câmara", disse o prefeito, citando Tatto como um dos investigados. Em relação ao presidente da CPI, Pitta citou um decreto assinado por Cardozo quando ele era secretário de Governo Municipal, na gestão da ex-prefeita Luiza Erundina (PSB). O decreto, elaborado em 1989, reduzia em 5% o salário dos servidores municipais. "Isso resultou em processos trabalhistas que podem obrigar a Prefeitura a pagar mais de R$ 100 milhões em indenizações", disse. Prisão - A prisão do administrador regional da Moóca José Augusto Fernandes Gomes, por suspeita de corrupção, não compromete a administração, segundo Pitta. "Esse é mais um caso lamentável cujas providências foram imediatamente tomadas". O prefeito, porém, esquivou-se quando foi lembrado de que Gomes é um engenheiro de carreira da Prefeitura. "A denúncia refere-se à uma função que ele exercia anteriormente", respondeu.
No início do ano, o prefeito e o secretário das Administrações Regionais, Domingos Dissei, ordenaram que todos os 27 administradores regionais deveriam ser engenheiros de carreira. O objetivo da medida é evitar corrupção e o controle político das administrações regionais. ACM - O prefeito rebateu as críticas do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), que afirmou ontem que não gostaria que Pitta se filiasse ao PFL, por estar sendo um "desastre para os paulistanos". "Não procurei o PFL e achei estranho o senador dizer isso, pois, quando veio a São Paulo inaugurar o viaduto que leva o nome de seu filho, ele elogiou minha administração", disse. Ele referia-se ao Viaduto Luis Eduardo Magalhães, na zona sul, cujo nome é uma homenagem ao deputado federal que morreu no ano passado.


