São Paulo, 07 (AE) - O prefeito Celso Pitta (sem partido) assinou hoje o protocolo de intenções para a construção de um dos maiores prédios do mundo, o São Paulo Tower, na região central da cidade. O documento define a participação da prefeitura no empreendimento, como a readequação urbana da área e apoio logístico para que a construção atenda a legislação municipal.
O São Paulo Tower foi lançado há cerca de um mês e o objetivo é a construção de um edifício de 494 metros de altura e 103 andares. Ele ocupará uma área de 1,3 milhões de metros quadrados na região do Pari e está orçado em R$ 1,6 bilhões. O projeto, que reúne quatro prédios interligados em forma de pirâmide, abrigará hotéis, flats, escritórios e escolas, além de uma área residencial.
"Quando nos apresentaram o projeto, solicitamos que fossem instalados todos os serviços que a região necessita", explicou o presidente do Programa de Revalorização do Centro (Procentro), Sanderley Fiúsa. O órgão, vinculado à Secretaria Municipal da Habitação, definirá as diretrizes para a construção, como a adequação do projeto à Operação Urbana Centro - lei municipal que estabelece incentivos para empresários que invistam no centro.
Uma das atribuições da Prefeitura será a readequação urbanística da área, próxima a Zona Cerealista, entre o Parque Dom Pedro e o bairro do Pari. Isso inclui possíveis intervenções na circulação de veículos na região e adequação do sistema de transportes.
Segundo Fiúsa, o governo do Estado também deve participar do projeto, elaborado pelo mesmo escritório que projetou o World Trade Center, em Nova York, nos Estados Unidos. Uma das estações da futura linha 4 do metrô (Vila Sônia) deve ser construída próxima ao edifício, segundo o presidente do Procentro.
"Será o maior prédio da cidade e que vai contribuir para a recuperação do centro", disse o prefeito, após a assinatura do protocolo de intenções, no Palácio das Indústrias. "Ele demonstra a capacidade de São Paulo em atrair novos investimentos", completou Pitta.
O presidente do Grupo Brasilinvest, Mario Garnero, afirmou que São Paulo oferece condições ideais para um empreendimento desse porte. "A mobilização de capital e a própria dinâmica da cidade justificam o investimento", disse.
Segundo Garnero, a escolha do centro não foi aleatória. "Em todos os lugares do mundo notamos a tendência de resgate dos centros históricos", justificou.

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