Bruno Tavares,
Bruno Paes e Eder Ogliari

  São Paulo - Depois de mais um fim de semana de atrasos provocados pelas chuvas no Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já estuda rever os critérios para o fechamento das pistas do local.
  Desde o dia 29 de dezembro, as operações têm sido suspensas para que técnicos da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) possam medir a lâmina d‘água no asfalto. O problema é que isso ocorre mesmo em caso de chuva fraca, o que tem afetado a pontualidade dos vôos.
  Pela sexta vez neste mês, a pista principal ficou fechada ontem entre 6h15 e 6h45, causando um efeito cascata em pelo menos 11 aeroportos brasileiros. Até o meio-dia, dos 469 vôos que decolaram dos principais aeroportos, 34% registraram atrasos, principalmente pelo fechamento de Congonhas.
  Apesar das duas derrapagens registradas nas últimas semanas – com um avião da BRA e outro da Varig –, militares envolvidos com o controle do tráfego aéreo consideram a norma baixada pela Anac ‘‘rígida demais’’. ‘‘Não é de hoje que as pistas de Congonhas acumulam água. É claro que operar durante um temporal é arriscado. Mas fechar toda vez que chove é excesso de zelo e inviabiliza o funcionamento do aeroporto’’, comenta um oficial que não quis se identificar.

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