Pista de Congonhas fecha e atrasa vôos em todo País
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terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Agência Estado 
Bruno Tavares,
Bruno Paes e Eder Ogliari
São Paulo - Depois de mais um fim de semana de atrasos provocados pelas chuvas no Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já estuda rever os critérios para o fechamento das pistas do local.
Desde o dia 29 de dezembro, as operações têm sido suspensas para que técnicos da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) possam medir a lâmina dágua no asfalto. O problema é que isso ocorre mesmo em caso de chuva fraca, o que tem afetado a pontualidade dos vôos.
Pela sexta vez neste mês, a pista principal ficou fechada ontem entre 6h15 e 6h45, causando um efeito cascata em pelo menos 11 aeroportos brasileiros. Até o meio-dia, dos 469 vôos que decolaram dos principais aeroportos, 34% registraram atrasos, principalmente pelo fechamento de Congonhas.
Apesar das duas derrapagens registradas nas últimas semanas com um avião da BRA e outro da Varig , militares envolvidos com o controle do tráfego aéreo consideram a norma baixada pela Anac rígida demais. Não é de hoje que as pistas de Congonhas acumulam água. É claro que operar durante um temporal é arriscado. Mas fechar toda vez que chove é excesso de zelo e inviabiliza o funcionamento do aeroporto, comenta um oficial que não quis se identificar.


