Pista de aeroporto é liberada
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sexta-feira, 18 de julho de 2003
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O avião cargueiro DC-10, atolado no Aeroporto Internacional Afonso Pena desde o último 6, foi finalmente removido na madrugada de ontem. Por causa da má aterrisagem, uma das três turbinas ficou totalmente danificada. A companhia Cielos del Peru, proprietária da aeronave, já fez o pedido de uma nova peça. Os engenheiros da empresa continuam fazendo vistoria no avião para verificar outros danos.
A operação para a retirada da aeronave, de origem peruana, começou às 19h30 de quinta-feira e se estendeu até as 2h23 de ontem. A pista principal foi liberada, mas por causa de um forte nevoeiro, o aeroporto só começou a operar às 11 horas de ontem.
Quatro carros blindados do exército e dois tratores de grande porte tracionaram o avião, utilizando cabos de aço. De acordo com a Infraero, o reboque teve que ser feito de maneira lenta e cuidadosa. Foi construída uma minipista com chapas de concreto, chapas de aço e pedra lascada, para facilitar o tracionamento. Cerca de 50 pessoas da equipe de manutenção da Varig participaram da operação.
Quando o avião foi colocado sobre o asfalto da pista princial, a equipe de manutenção fez a limpeza do trem de pouso do avião, que estava coberto de lama, para evitar contaminação da pista. Depois disso, o cargueiro foi rebocado por tratores de aeronaves e estacionando em um pátio do aeroporto.
Com a retirada do cargueiro, a pista principal do Aeroporto Afonso Pena ficou liberada. O avião atolou depois de aquaplanar (derrapar) na pista principal, por causa das chuvas e ventos fortes que atingiram a região de Curitiba no último dia 6. Na ocasião, o cargueiro danificou duas antenas do sistema ILS-2, que auxilia pousos e decolagens durante nevoeiros e chuvas. Segundo a Infraero, as antenas quebradas impediram o funcionamento do sistema ontem. Por causa do nevoeiro, 11 vôos foram cancelados e diversos sofreram atraso ontem.
Do dia 6 até ontem, o aeroporto deixou de receber 20 cargueiros internacionais, por causa da interdição da pista principal. A Infraero ainda não fez cálculo dos prejuízos.


