Novo valor deverá ser pago para profissionais que atuam na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio
Novo valor deverá ser pago para profissionais que atuam na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio | Foto: Anderson Coelho/25-10-2016



O piso salarial dos professores dos Estados e municípios foi reajustado de R$ 2.135,64 para R$ 2.298,80 para jornada semanal de 40 horas, um aumento de 7,64%. O novo valor, que foi anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) nesta quinta-feira (12), deverá ser pago para profissionais que atuam na educação infantil, no ensino fundamental e no ensino médio e que possuem formação em magistério.
O pagamento do piso nacional é obrigatório para Estados e municípios. No entanto, nem todos repassam a remuneração mínima prevista em lei. No Paraná, o governo garante que paga além do salário-base nacional. Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que "o salário de ingresso na carreira de professor para 40 horas semanais é de R$ 2.831,54". Os docentes recebem ainda auxílio-transporte de R$ 826,02. Conforme a assessoria, o concurso público para o ingresso na carreira exige formação em nível superior. Ainda de acordo com o governo do Estado, entre 2011 e 2016 houve mais de 82% de aumento na remuneração inicial dos professores.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) contestou as informações do governo e garantiu que o valor inicial está defasado e abaixo do mínimo federal. Segundo o presidente da entidade, Hermes Leão, o governo do Estado pagou o piso nacional até 2014. "De lá para cá houve acúmulo de diferenças salariais e reposições que não foram pagas. Agora, para o governo pagar o mínimo nacional, terá que aplicar, pelo menos, 13,77% de aumento", explicou.
Leão afirmou que o salário-base no Paraná para professores com magistério é de R$ 1.982,10 para jornada de 40 horas semanais. O presidente do sindicato não soube precisar quantos servidores recebem o mínimo pago na tabela salarial da categoria, mas grande parte é aposentada. "Queremos colocar em pauta essa discussão do piso nacional e cobrar do governo do Estado o pagamento do valor mínimo. Já temos a negativa da aplicação da data-base, mas continuamos em busca da valorização profissional dos professores e funcionários, categorias que têm sido deixadas em segundo plano", criticou. Uma assembleia estadual está marcada para 11 de fevereiro, em Maringá. A reunião deve definir as próximas mobilizações dos docentes. "Até lá a gente espera uma resposta do governo", ressaltou Leão.
Em Londrina, os professores contratados pelo município recebem acima do valor mínimo nacional. Os salário-base variam de R$ 1.484,15 (para docentes do ensino fundamental e de educação física em jornada de 20 horas semanais) até R$ 2.226,26 (para professores da educação infantil em jornada de 30 horas semanais). Os profissionais recebem ainda um valor referente à complementação salarial, além de auxílio-alimentação e duas gratificações (por assiduidade e por exercício do magistério).(Com Agência Estado)

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