São Paulo, 8 (AE) - A Pirelli Cabos foi a primeira companhia aberta do País a admitir oficialmente em balanço, que apresentou um resultado financeiro negativo em 98, em decorrência dos custos causados por sua decisão de manter sua posição cambial protegida (hedge). Suas despesas financeiras chegaram em 98 a R$ 15 milhões, mas mesmo assim a companhia fechou o ano passado com um lucro de R$ 57,2 milhões contra R$ 44,6 milhões de 97. Nas notas explicativas, a Pirelli Cabos informou como agiu no seu hedge: "É política da companhia proteger seus ativos e passivos em moeda estrangeira, de forma a reduzir riscos de câmbio. Em razão deste fato, a companhia mantinha na data de encerramento de balanço, operações de hedge no valor de US$ 39 milhões com vencimento em janeiro; US$ 31 milhões para vencimento em fevereiro; US$ 31 milhões para vencimento em junho de 99; US$ 33 milhões para vencimento em agosto de 99; US$ 3 milhões para vencimento em novembro de 99; e US$ 9 milhões para vencimento em dezembro próximo".
A Pirelli também está analisando a construção de uma nova fábrica de cabos no País, independente das ampliações que realizará nas fábricas de cabos de energia de Sorocaba ou na de Santo André onde produz cabos flexíveis para a indústria automobilistica, juntamente com fios esmaltados.
A Pirelli também admitiu que os investimentos em ativos fixos e pesquisa e desenvolvimento somaram no ano passado a R$ 26,9 milhões. Diz também o seu relatório de administração que "o andamento dos negócios no País foi fortemente influenciado pelas oscilações do mercado financeiro internacional pela elevada taxa de juros necessária à proteção das reservas brasileiras, assim como pelas medidas objetivando o controle do déficit público, condição para a recuperação da credibilidade do País."

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