Piratas invadem sites da Presidência da República e STF
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quinta-feira, 17 de junho de 1999
Por Mariângela Gallucci e Tânia Monteiro 
Brasília, 18 (AE) - Quem acessou hoje as páginas na Internet da Presidência da República (www.planalto.gov.br) e do Supremo Tribunal Federal (www.stf.gov.br), em vez de encontrar os símbolos tradicionais, se deparou com textos contrários ao presidente Fernando Henrique Cardoso. Por volta das 20 horas de ontem (17), o texto que podia ser acessado na página do STF dizia que o governo "não tem vergonha na cara".
Qualificava o real como uma "mentira" que "desmorona". Segundo o texto, "que direito tem tal cidadão (Fernando Henrique) de privatizar, pra não dizer dar o nosso País. O que o povo tanto lutou para construir, sendo entregue a empresas estrangeiras". No texto, é pedida a renúncia de Fernando Henrique. Os hackers escreveram que o País está "de joelhos" diante de agiotas internacionais. "Fora daqui, Bill Clinton!!!"O crescimento do desemprego no País também é lembrado no texto. As críticas do texto atingiram também o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que estaria iniciando a campanha para presidente da República, segundo o texto.
Em nota oficial, o STF confirmou a invasão pelos hackers na página na Internet entre 20h10 de ontem e 7h40 de hoje. O STF diz que a invasão foi notada por usuários externos que acessaram a página.
Segundo o STF, a invasão não atingiu as bases de dados nem os sistemas. O Supremo Tribunal informou que medidas técnicas foram adotadas, retirando do ar a página invadida. Segundo o Supremo, medidas de segurança estão sendo implementadas para evitar novos acontecimentos desse tipo.
O porta-voz da Presidência da República, Georges Lamazire, disse que o problema na página do Palácio do Planalto foi constatado na noite de ontem. O porta-voz explicou que a página ficou desativada até a hora do almoço de hoje para verificar se foi "plantada" uma "bomba" (vírus com efeito retardado que destrói arquivos). Lamazire disse que, até a tarde de ontem, não existiam pistas dos responsáveis pela invasão.


