Pirataria de TV paga já resultou em 10 prisões
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sexta-feira, 12 de novembro de 1999
Por Renata de Freitas 
São Paulo, 12 (AE) - A pirataria de TV a cabo já resultou na detenção de dez falsos instaladores, mas, pela primeira vez, houve uma prisão em flagrante de um cidadão que pretendia utilizar o serviço. A dona de casa Liana Graciano Negatinas, detida na quarta-feira à noite, em São paulo, continua presa no 18º Distrito Policial da capital. Noutros casos, os moradores foram apenas indiciados.
Nos últimos 11 meses, foram instaurados mais de 30 inquéritos na capital relativos a pirataria de TV a cabo. Os principais acusados são falsos instaladores, comumente ex-funcionários das empresas de TV paga e técnicos em eletrônica. A Globocabo, que seria alvo da ligação clandestina no caso de Liana, divulgou nota nesta sexta-feira lamentando a detenção da dona de casa, mas alertando para o risco de prisão decorrente de instalações falsas. A pena pode ir de 2 anos a 8 anos, segundo a empresa.
O diretor-técnico da Associação Brasileira de Telecomunicações por Assinatura (ABTA), Antônio João, informou que a legislação que proíbe o roubo de corrente da rede elétrica (artigo 55 do Código Penal) é aplicada nos casos de pirataria de TV paga pela ausência de lei específica. "Já houve incidentes semelhantes no Rio", declarou, informando que até agora houve cerca de dez prisões.
A ABTA vem veiculando anúncios contra a pirataria nos canais fechados, mas Antônio João admite que falta uma campanha maciça na TV aberta, rádio e imprensa. A estimativa da Globocabo é que existam 100 mil ligações clandestinas em São Paulo, do total de 180 mil em todo o Brasil, com presença forte também no Rio e Belo Horizonte.


