São Paulo, 17 (AE) - O índice de programas piratas usados nos computadores no Brasil caiu de 68% em 1997 para 61% no ano passado, segundo cálculos da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes). A utilização de softwares piratas diminuiu com a intensificação da fiscalização em empresas, mas ainda é muito alto. De cada dez computadores, seis usam softwares pirateados, sem pagamento de direitos autorais à empresa que desenvolveu o programa e sem recolhimento de impostos.
"As empresas perderam US$ 880 milhões no ano passado com a pirataria", diz o conselheiro da Abes e coordenador da campanha antipirataria, Rodolfo Fischer.
A previsão da Abes é que a pirataria continuará caindo e deverá ficar em 58% este ano. Um estudo realizado em 97 pela consultoria Price Waterhouse mostra que, se a pirataria no Brasil fosse reduzida ao nível da verificada nos Estados Unidos, de 27%, seriam criados 58 mil novos empregos e a arrecadação de impostos no setor aumentaria US$ 1 bilhão.
O número de autuações por utilização de programas piratas em empresas quase dobrou no ano passado, passando de 54 ações em 97 para 114 em 98. Este ano, foram 20 apreensões somente nos dois primeiros meses, e a intenção é chegar a 200 até o fim do ano.
Transportadora - A maior delas foi a autuação da transportadora Granero, onde foram encontrados em fevereiro 37 programas piratas nos computadores da empresa. A Microsoft, dona dos programas pirateados, entrou com uma ação judicial pedindo indenização que pode chegar a 3 mil vezes o valor de mercado dos programas, de R$ 14 mil.
As empresas que usam programa pirata podem ainda ser processadas pelo governo por sonegação de impostos.

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