Materiais de pesca proibidos são recolhidos pela Polícia Ambiental
Materiais de pesca proibidos são recolhidos pela Polícia Ambiental | Foto: Divulgação/Polícia Ambiental



O período de defeso, também conhecido como piracema, terminou nesta terça-feira (28) nos rios do Paraná. Desde o dia 1º de novembro, a pesca de espécies nativas estava proibida em todo o Estado. De acordo com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a medida que é tomada todos os anos visa garantir a reprodução dos peixes e proteger a continuidade das espécies.

Nos últimos quatro meses, as equipes de fiscalização do IAP, da Polícia Militar Ambiental e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fizeram prisões e apreensões de pescados e equipamentos nos rios e lagos do Estado. De acordo com os órgãos de fiscalização, o balanço de ocorrências ainda não foi fechado e deve ser divulgado até o fim da semana. Em fevereiro, a 2ª Companhia da Polícia Ambiental, com sede em Londrina, flagrou atividades de pesca predatória em Primeiro de Maio, Borrazópolis e São João do Ivaí.

O diretor de Proteção e Emergências Ambientais do IAP, José Antônio Faria de Brito, alerta que, mesmo com o fim da restrição à atividade, normas e regras ambientais precisam ser cumpridas pelos pescadores em todo o Estado. "As equipes do IAP e da Polícia Ambiental continuarão fiscalizando todas as regiões para que os peixes sejam pescados de forma racional e dentro das normas permitidas, ou seja, na quantidade, tamanho e com os materiais autorizados", detalhou.

Brito reforça que algumas proibições não ficam restritas ao período da piracema. "É preciso que as pessoas se atentem aos materiais utilizados para a pesca e que são proibidos durante todo o ano, além da maneira de se praticar a atividade. Tudo que é predatório, independentemente da época do ano, causa a extinção e devemos sempre garantir a preservação do meio ambiente e o estoque pesqueiro."

Os pescadores flagrados pelas operações foram enquadrados por crime ambiental e tiveram que pagar multas a partir de R$ 700 mais R$ 20 por quilo de peixe pescado. Materiais de pesca como varas, redes e embarcações também ficaram retidos.

CAÇA
Uma operação da 5ª Companhia da Polícia Ambiental de Foz do Iguaçu terminou em troca de tiros entre policiais e caçadores no Parque Nacional do Iguaçu, no Oeste do Estado. Durante uma operação de rotina nesta segunda-feira (27), os policiais desmontaram três acampamentos dentro da área de mata. Em um dos pontos, os policiais foram recebidos a tiros de espingarda. Após perseguição, os caçadores conseguiram fugir. Ninguém se feriu.

Segundo o comandante regional da Polícia Ambiental, capitão Nilson Figueiredo, várias armadilhas de caça foram deixadas no local. "São armadilhas chamadas de trampas, que usam um cano de espingarda e inclusive há o disparo. Se uma pessoa não se atentar, pode até perder a perna", explicou. Figueiredo conta que, desde julho do ano passado, os policiais já desmontaram 50 acampamentos e apreenderam 115 armas de fogo.

No mesmo período, cerca de 60 caçadores foram presos. "São grupos de pesca dos três Estados do Sul do País e, em alguns casos, até de países vizinhos. Os 185 mil hectares de mata do Parque Nacional do Iguaçu atrai integrantes desses grupos de caça que insistem em desrespeitar as leis. Apesar das dificuldades de patrulhar um território tão grande de mata fechada, estamos atentos aos crimes ambientais contra a fauna", garantiu.

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