São Paulo, 02 (AE) - As condições climáticas hoje na Grande São Paulo foram as piores deste inverno, na avaliação da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). A rede de medição de poluição da empresa voltou a apontar má qualidade do ar no centro de Cubatão - onde foi mantido, pelo segundo dia consecutivo, estado de atenção. Em 15 das 25 estações da Cetesb na região metropolitana a qualidade do ar foi considerada inadequada e em outras 9, regular. A expectativa é de manutenção desse quadro amanhã, com pequena tendência de piora.
"A situação preocupa porque o ar esteve ruim de forma generalizada", afirmou o gerente de Qualidade Ambiental da Cetesb, Cláudio Alonso. Não bastasse nenhuma estação apontar qualidade boa do ar, houve falta de ventos e inversão térmica. A umidade relativa do ar permaneceu baixa, com um índice médio de 16%. A rede da Cetesb indicou ausência de vento durante 40,7% do período entre 15 horas de quarta-feira e o mesmo horário de hoje. Os ventos tiveram baixa intensidade, com velocidade média de 1,5 metro por segundo - limiar abaixo do qual as condições para a dispersão de poluentes ficam prejudicadas. Para completar o quadro, a altura da inversão baixou de 233 para 155 metros de quarta-feira para hoje. Sem rodízio - Apesar do ar seco e poluído, a adoção, em caráter emergencial, do rodízio de veículos nem está sendo analisada. O secretário estadual do Meio Ambiente, Ricardo Tripoli, determinou que o rodízio só será adotado quando mais da metade das 25 estações apontar concentração excessiva de monóxido de carbono - superior a 9 partes por milhão (ppm). Hoje, essas condições só foram verificadas em duas estações: Congonhas (9,8 ppm) e São Caetano (9,5 ppm).
Mesmo que o quadro considerado crítico ocorresse, o Estado não poderia recorrer ao rodízio, já que o decreto com as regras para instituí-lo ainda não foi assinado pelo governador Mário Covas.

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