Piora estado de saúde de ferido por policiais
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sábado, 17 de outubro de 1998
Agência Folha 
Piorou o estado de saúde de Sidney Vieira Lima, 37 anos, ferido com três tiros por policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) na sexta-feira de madrugada na Fazenda Botafogo (zona norte do Rio de Janeiro), quando levava sua mulher para a maternidade.
Ele sofreu uma nova cirurgia de emergência ontem de manhã no hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha (zona norte). Seu estado é considerado grave.
A cirurgia era realizada enquanto os corpos de sua mulher, Maria Cristina Gomes, 40 anos, e de seus filhos, Felipe, 4 anos, e de uma menina que estava por nascer eram enterrados no cemitério de Inhaúma (na zona norte), às 11 horas. Os três morreram depois que o carro da família foi atingido por tiros, durante uma ação dos PMs, que disseram estar perseguindo supostos traficantes.
O enterro foi acompanhado por mais de cem pessoas reunindo parentes e amigos. O sentimento no cemitério era de tristeza e revolta, mas a família não decidiu ainda como vai agir no caso.
Minas A Polícia Militar de Minas Gerais libertou, no início da madrugada de ontem, um bebê e uma criança que eram mantidos como reféns por Dárson Rodrigues da Cruz, 31 anos, em uma casa em Betim (região metropolitana de Belo Horizonte). As irmãs Roseana, 11 anos, e Débora, um ano de idade, foram usadas como escudo durante três horas por Cruz e não ficaram feridas. Ele morreu no hospital de Betim, mas a PM não informou a causa de sua morte. Segundo a assessoria de imprensa da PM, Cruz estava armado com dois revólveres e ficou ferido na barriga ao trocar tiros com a Polícia Civil de Minas Gerais, que fazia uma blitz, às 21 horas de anteontem. Na perseguição, ele se refugiou no quarto do barraco onde as irmãs moram com a mãe. A polícia cercou o local e conseguiu prender Cruz, acusado de tráfico de drogas, quando ele foi sedado por um policial disfarçado de médico que entrou na casa sob o pretexto de cuidar de seu ferimento.
Piracicaba O acusado do assassinato da aposentada Aparecida Geni Barrichello, 56 anos, Mauro Alexandre Amos de Almeida, 27 anos, se entregou anteontem à noite à polícia. O crime aconteceu na última quarta-feira dentro do comitê central do candidato ao governo do Estado Mário Covas (PSDB), em Piracicaba (170 km de São Paulo). Almeida confessou ter cometido o crime. Ele disse que mantinha um relacionamento com Aparecida e foi até o comitê para romper. Aparecida era assistente social aposentada e secretária do comitê tucano havia três meses. Ela foi morta com sete golpes de faca no pescoço, na cabeça, no braço e nas pernas. A polícia suspeita que ela tenha sido estuprada. Almeida negou o estupro.


