São Paulo, 28 (AE) - Desabamento de prédio é algo mais comum do que se imagina no País. O que varia é a repercussão, como no caso do Palace 2, quando oito pessoas morreram, no domingo de carnaval do ano passado. Afinal, o edifício ruiu em plena Barra da Tijuca, reduto da classe média alta do Rio.
O caso com o maior número de vítimas na década aconteceu em Guaratuba (PR), em 28 de janeiro de 1995. O Edifício Atlântico, de cinco andares, ruiu, causando a morte de 29 pessoas - entre elas dois netos do construtor do imóvel, Nei Torres, de 4 e 8 anos. Um laudo técnico apontou falhas de projeto e execução no imóvel. Em março de 1998, 12 das 16 famílias que tinham apartamentos no prédio fecharam acordo com Torres, para ser indenizadas em R$ 26 mil cada uma.
A crônica dos desabamentos da década começa em 1990, em Santos (SP). Em 22 de março, um edifício em construção na Praia do Gonzaga veio abaixo, matando um pedreiro. O imóvel seria entregue dali a três meses.
No ano seguinte, 11 pessoas morreram em Volta Redonda (RJ). O acidente aconteceu quando moradores colocavam uma laje para erguer o terceiro andar de um prédio. Eles já haviam preparado um churrasco para comemorar o progresso da obra. Em 1995 houve outro acidente no Gonzaga, Santos. Em 5 de julho, o Edifício Josefina ruiu, matando dois indigentes. O prédio, de 11 apartamentos, havia sido interditado na semana anterior.
Rio Preto - Em 16 de outubro de 1997, o desabamento do Edifício Itália, em São José do Rio Preto, soterrou três casas vizinhas. O colapso da torre, de 70 metros, abalou a estrutura de outros dois prédios do condomínio, implodidos seis meses depois. Cinco engenheiros foram indiciados por desabamento culposo.
Em 1998, marcado pela tragédia do Palace, outro caso ganhou as manchetes. O desabamento do telhado de um templo da Igreja Universal do Reino de Deus, no centro de Osasco (SP), em 5 de setembro, matou 25 pessoas e deixou mais de 400 feridas. O local funcionava em desacordo com as normas de segurança do Corpo de Bombeiros.

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