Rio, 25 (AE) - O presidente do BNDES, José Pio Borges, afirmou há pouco não se lembrar que o presidente Fernando Henrique Cardoso tivesse autorizado o uso de seu nome para forçar a Previ a associar-se ao Opportunity na formação dos consórcios que participaram do leilão da Telebrás. Borges, que na época do leilão era vice-presidente do BNDES, disse não se lembrar de nenhuma conversa em que tivesse defendido a mudança de classificação dos fundos Sistel e Telos e para burlar as regras do edital de privatização. "Isso tudo é gravação ilegal", afirmou Borges. "Não me lembro do que houve, mas tenho certeza de que a gente não fez nada errado", disse.
Segundo Borges, ele não tem nada a esconder e os responsáveis pelo leilão apenas lutaram para fazer uma boa venda. Quanto à questão dos fundos Sistel e Telos, o presidente do BNDES afirmou que todos esses fundos são entidades privadas. "O que havia era uma restrição a que os fundos de previdência tivessem 25% dos consórcios, e isso foi obedecido", afirmou Borges, lembrando que o controle sobre a composição dos consórcios era função da Câmara de Liquidação e Custódia da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Borges disse que conversará com seu advogado sobre o assunto, mas afirmou que a "grande consideração a fazer é por que o assunto dos grampos voltou a ser divulgado. "A grande questão é por que eles (os grampos) vêm à tona neste momento", disse.

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