Santiago, 24 (AE-AP) - O general Augusto Pinochet não ordenou o assassinato, em Washington, do ex-chanceler chileno Orlando Letelier, disse hoje (24), por intermédio de seu advogado, o ex-chefe da polícia secreta do regime militar.
Humberto Neumann, advogado do general Manuel Contreras, disse que este formulou o desmentido na prisão de Punta de Peuco, ao norte de Santiago, onde cumpre sentença de sete anos pelo assassinato de Letelier.
Foi mencionado o envolvimento de Pinochet com o crime, ocorrido em setembro de 1976, em um documento escrito em 1978 pelo lugar-tenente de Contreras, brigadeiro Pedro Espinoza, que passou seis anos presos por causa deste assassinato.
No documento, tornado público de forma inesperada pela jornalista Patricia Verdugo, Espinoza descreve um complô de chefes militares em 1978 para encobrir Pinochet.
Em três páginas, Espinoza denuncia pressões de seus superiores para admitir a culpa e dissipar qualquer suspeita que pudesse recair sobre Pinochet.
Espinoza afirma que a acusação feita contra ele na época carece de valor porque foi feita sob pressão e ele foi proibido de "incluir algum conceito ou pensamento próprio".

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