Nas últimas duas semanas, 18 pinguins trazidos por correntes marinhas da Argentina, especialmente do Estreito de Magalhães, apareceram nas praias cariocas. Ontem, uma ave foi resgatada na praia de Barra de Guaratiba, na zona oeste.
Na noite de anteontem, oito animais chegaram às praias do Leme e São Conrado, na zona sul do Rio; e na Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste. Um deles, com vários ferimentos, morreu. Os demais foram levados para o Jardim Zoológico do Rio, que já abriga outras doze aves da mesma espécie (Spheniscus Magellanicus).
Eles estão sendo tratados pela equipe de biólogos e veterinários do zôo. As aves são jovens e chegam ao litoral estressadas e desnutridas, depois de se perder em alto-mar, onde buscam peixes para se alimentar.
‘‘As correntes são muito fortes e os pinguins, extremamente inexperientes’’, explicou o biólogo Valdir Ramos, que cuida dos animais do pinguinário. No ano passado, 50 pinguins foram encontrados. Metade morreu. Os animais costumam ser resgatados por guarda-vidas e banhistas, que os encaminham até o zôo.
Os pinguins estão vivendo num ambiente que inclui aquário e caverna climatizada, onde dois aparelhos de ar condicionado fazem a temperatura ficar em torno de 18º. Depois de recuperadas, as aves não são devolvidas ao mar, porque podem contaminar as demais com doenças adquiridas fora do habitat natural. (A.E.)

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