Pimenta defende serviços da Telemar no Rio
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domingo, 09 de abril de 2000
Por Gustavo Alves e Maria Fernanda Delmas 
Rio, 10 (AE) - O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, defendeu hoje os serviços da empresa de telefonia fixa Telemar no Rio de Janeiro e mais uma vez apontou a lentidão de sua concorrente, a Vésper, como responsável pela demora na solução de problemas na telefonia fluminense "O que está havendo no Rio é que a concorrência não está no nível esperado"
afirmou Pimenta, durante a Americas Telecom, congresso de telecomunicações no Rio de Janeiro.
O presidente da Vésper, Gilberto Garbi, afirmou que a empresa cumpriu seus compromissos junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), tanto no Rio quanto em São Paulo. No Rio, a meta era levar os serviços a 29 localidades. O executivo, no entanto, pretende apresentar todos os números da Vésper ao ministro. Uma das informações é que 90% das vendas totais são direcionadas a assinantes residenciais, inclusive das classes C e D. "O ministro não está com todas as informações, talvez por culpa nossa", disse. A Vésper, segundo Garbi, não tem planos para baixar o preço da habilitação no Rio no curto prazo.
De acordo com Pimenta, os números do ministério mostram que a Telemar, no Rio de Janeiro, mostrou uma "sensível melhora" em comparação com a sua situação antes de a empresa ser privatizada. "Não há nada que justifique uma investida contra a Telemar", afirmou. O prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde
prometeu entregar hoje um relatório contra a empresa ao diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Renato Guerreiro. Conde criticou duramente a operadora na semana passada.
"O serviço não está pior, está melhor", afirmou o ministro. Ele admitiu que a telefonia não está nas condições ideais - mas apontou a fraca concorrência da Vésper como responsável por esta demora. "A Vésper está muito mais lenta do que achávamos", afirmou.
Apesar disso, Pimenta diz que a empresa concorrente, que acaba de entrar em funcionamento, não sofrerá nenhuma punição. "Ela não está infrigindo nenhuma cláusula contratual, apenas mercado", argumentou. Para o ministro, a companhia precisava oferecer mais telefones, a preço mais barato para o consumidor.


