PÍLULAS
Obesidade
Um vírus causador do resfriado comum pode ter relação com casos de obesidade. É o que indica estudo feito por cientistas do centro de Pesquisa Biomédica Pennington da Universidade Estadual da Lousiana (EUA). A pesquisa extraiu células-tronco de tecido adiposo, obtido em lipoaspirações, e colocou metade delas em contato com o adenovírus-36. O vírus é associado a cerca de metade dos casos de resfriado comum e também a infecções nos olhos. Depois que as células foram cultivadas por uma semana, a maioria das que foram expostas ao adenovírus tinham se transformado em células de gordura humana, enquanto aquelas que foram mantidas afastadas do adenovírus não tinham sofrido alterações. A descoberta levanta a possibilidade de que um dia sejam desenvolvidos remédios ou mesmo vacinas contra a obesidade.
Infelicidade
Muitas pessoas estão sendo diagnosticadas com depressão, quando, na verdade, estão simplesmente infelizes. É o que aponta pesquisa feita na Universidade de New South Wales, na Austrália. O professor Gordon Parker afirma que a definição de depressão é difusa e acaba levando médicos a tratarem estados emocionais normais como doença. Em artigo publicado no ''British Medical Journal'', Parker chama a depressão de diagnóstico que ''engloba tudo'', difundido por estratégias de marketing.
Bocejo
O ato de bocejar está associado à habilidade das pessoas de demonstrar empatia entre elas e, por isso, seria contagioso. A nova teoria surgiu de um estudo realizado na Universidade de Birkbeck, de Londres, com 24 crianças portadoras de transtornos autistas e 25 com ''desenvolvimento típico''. Os pesquisadores observaram que crianças com autismo bocejaram menos do que as outras ao assistirem vídeos em que adultos aparecem bocejando. Especialistas disseram que isso ocorre porque o bocejo seria ''contagioso'' e a empatia entre as pessoas têm mecanismos neurológicos semelhantes. Por sua vez, o autismo é uma desordem que afeta seriamente a interação social e o desenvolvimento da habilidade de comunicação dos indivíduos.
Bom sono
Um prato de massa no jantar pode ajudar a ter uma boa noite de sono. É o que conclui trabalho publicado recentemente na revista ''American Journal of Clinical Nutrition''. Os pesquisadores constataram que alimentos com alto índice glicêmico são os que mais aceleram a produção de neurotransmissores que atuam contra a insônia, desde que consumidos sem exageros. Já alimentos de origem animal agem contrariamente, prejudicando a noite de sono.
Exercícios
Pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, descobriram que tomar um cafezinho antes de praticar exercícios físicos ajuda a reduzir pela metade as dores que surgem após a prática. A cafeína, segundo os cientistas, inibe a produção de adenosina, substância responsável pelo mal-estar de lesões musculares que se inflamam.





