Cafeína ajuda a mente

Estudo publicado pela revista ''Neurology'' aponta que a cafeína pode ajudar mulheres idosas a adiarem a deterioração mental. Pesquisadores compararam mulheres com 65 anos de idade ou mais que bebem mais de três xícaras de café por dia a outras que bebem uma xícara ou menos. As mulheres que beberam mais café apresentaram menor deterioração da memória em testes num período de quatro anos. Os resultados se mantiveram mesmo se levados em conta fatores como o nível de instrução, pressão alta e doenças. A coordenadora da pesquisa, Karen Ritchie, do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França, advertiu, no entanto, que o estudo precisa ser melhor aprofundado. ''Pode ser que a cafeína pode tornar mais lento o processo de demência ao invés de impedi-lo'', salientou.




Febre no cérebro

Uma equipe de cientistas norte-americanos descobriu onde o processo da febre começa no cérebro. Segundo os pesquisadores do Centro Médico Beth Israel Deaconess, durante os períodos de inflamação, o corpo produz hormônios chamados citoquinas, que agem nos vasos sanguíneos do cérebro para a produção do hormônio PGE2, causador da febre. Para eles, as reações do corpo durante a febre são respostas adaptativas do organismo para o combate da infecção.




Dieta para crianças

Pesquisa realizada pela Universidade de Alberta, no Canadá, revela que produtos de dieta para crianças podem, em vez de controlar o peso, aumentar o risco de obesidade. A pesquisa realizou testes com ratos de laboratório em que os roedores foram tratados com comidas de baixa caloria. Os pesquisadores treinaram ratos jovens para relacionar o gosto da comida ao valor calórico e perceberam que, ao notarem que os alimentos tinham poucas calorias, os roedores comeram mais do que o necessário para compensar. O consumo das versões de baixa caloria de produtos que normalmente têm alto teor calórico pode desregular a habilidade natural do corpo de controlar a ingestão de energia pelo gosto dos alimentos, concluiu o estudo.




Aspirina em baixa

Pesquisa realizada na Universidade de Birmingham (Inglaterra) mostrou que a droga anticoagulante varfarina provou ser mais eficaz que a aspirina na prevenção de apoplexias que ocorrem em idosos afetados por certos tipos de arritmias cardíacas. A apoplexia é uma parada brusca de funções do cérebro, causada mais freqüentemente por uma perda súbita da consciência. Foram feitos testes por 2,7 anos em pacientes na casa dos 80 anos. Uma parte deles recebeu nesse período aspirina, enquanto os demais tomaram varfarina. No grupo que recebeu varfarina, ocorreram 24 casos graves: 21 ataques de apoplexia, duas hemorragias intracraniais e uma embolia sistêmica. Já no grupo de idosos aos quais foi administrada aspirina foram registrados 48 episódios graves: 44 ataques de apoplexia, uma hemorragia intracranial e três embolias sistêmicas.

mockup