Dois em cada dez adultos fumam

Dados preliminares da pesquisa PrevenAção, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), apontam que o brasileiro fuma, em média, 14 cigarros por dia. Segundo o estudo, quase todas as pessoas disseram acreditar que o cigarro aumenta a chance de enfarte do miocárdio. Para 94% dos entrevistados o tabaco potencializa as doenças cardiovasculares, outros 26% disseram que o consumo é prejudicial mesmo quando o consumo não ultrapassa um cigarro ao dia. Embora os números indiquem que a conscientização sobre os males causados pelo cigarro esteja crescendo, o diretor de Promoção à Saúde Cardiovascular da SBC, Álvaro Avezum, acredita que não é o momento de relaxar e que os alertas devem ser constantes. O estudo PrevenAção foi feito em todo o País, em parceria com a farmacêutica Novartis, com o objetivo de identificar o grau de conhecimento e prevalência dos fatores de risco cardiovascular entre brasileiros de 18 a 70 anos de idade, de todas as classes sociais.



Risco de DMRI maior em fumantes

Um recente estudo conduzido pela Harvard Medical School, nos Estados Unidos, revela que o risco de desenvolver degeneração macular relacionada à idade (DMRI) em fumantes é até duas vezes maior do que nas pessoas que não fumam. O objetivo foi avaliar a influência de fatores externos - tabagismo e alimentação - no desenvolvimento da DMRI. Foram realizados exames oftalmológicos e analisados os hábitos alimentares dos participantes . Os resultados apontaram que 32% dos pacientes avaliados tinham desenvolvido DMRI por causa do cigarro.



Tabagismo passivo é 3 causa de morte

A fumaça do cigarro em ambientes fechados é denominada poluição tabagística ambiental (PTA) e representa, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 85% da poluição destes locais. O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina e monóxido de carbono e 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante. O tabagismo passivo é a 3 maior causa de morte evitável no mundo, atrás dos fumantes ativos e do consumo excessivo de álcool.



Anemia renal

O Food And Drug Administration (FDA) e o European Committee for Medicinal Products for Human Use (CHMP), órgãos responsáveis por regular medicamentos nos Estados Unidos e Europa respectivamente, deram parecer favorável para o uso do medicamento Mircera, do laboratório Roche. A droga é indicada para o tratamento da anemia em pacientes com doença renal crônica. O remédio é um novo agente de estimulação contínua dos receptores da eritropoietina (ESA), hormônio responsável por induzir a produção de glóbulos vermelhos do sangue. O Mircera torna capaz a regulação dos níveis de hemoglobina com 12 aplicações anuais. Com as terapias atuais são necessárias 140 aplicações por ano.

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