PÍLULAS
Psicose no ar
Um estudo britânico sugere que pessoas que fazem vôos de longa distância com regularidade - como tripulantes de aviões - podem desenvolver problemas de saúde. Um desajuste no relógio biológico, por exemplo, pode levar a distúrbios emocionais e psicóticos. Em artigo publicado na revista ''The Lancet'', os pesquisadores explicam que esses problemas pode estar ligados a distúrbios nos padrões hormonais e do sono. Para esta conclusão, a equipe da Universidade de John Moores, no Reino Unido, revisou mais de 500 artigos sobre aviação e saúde. Entre os relatos encontrados estavam o de tripulantes com diminuição do desempenho cognitivo e problemas de saúde mental. Em alguns casos, houve breves episódios de psicose - que é a perda do contato com a realidade. Segundo os pesquisadores, os vôos para o Oriente causam os piores sintomas.
Tipos sanguíneos
Converter sangues dos tipos A, B e AB em tipo O - chamado de doador universal - é a nova façanha dos cientistas. Um trabalho liderado pela Universidade de Copenhague, na Dinamarca, publicado na revista ''Nature Biotechnology'', mostrou que essa conversão é possível. A técnica emprega enzimas recém-descobertas e pode ajudar a aliviar a escassez de sangue para transfusões. O uso de sangue incompatível durante uma transfusão pode causar sérios problemas e levar o paciente à morte. Os pesquisadores dizem, entretanto, que serão necessários testes com mais pacientes antes que o método seja implantado em hospitais. A pesquisa foi elogiada por cientistas do Bristol Instituto for Transfusion Sciences e da Universidade de British Columbia, no Canadá. Segundo os especialistas, o uso de enzimas na conversão dos tipos sanguíneos já havia sido proposta há bastante tempo, mas as enzimas disponíveis na época eram pouco eficientes. As enzimas descobertas no último estudo, no entanto, podem, segundo os cientistas, contornar o problema.
Males da poluição
O ar poluído das cidades, como São Paulo, é tão perigoso para a saúde quanto os altos níveis de radiação. É o que concluiu uma pesquisa publicada na revista científica ''BMC Public Health''. O estudo afirma que os sobreviventes do acidente nuclear de Chernobyl no norte da Ucrânia, em 1986, e das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki, em 1945, sofrem problemas parecidos ou menores do que os habitantes de áreas poluídas e fuma ou é obeso. O autor da pesquisa Jim Smith diz que a população exposta a doses significativas de radiação tem o mesmo risco de morte prematura que pessoas que comem exageradamente ou estão sujeitas a longos períodos de fumo passivo. Estimativas indicam que uma pessoa que mora num grande centro urbano tem seu risco de morte elevado em 2,8%. De acordo com a pesquisa, os sobreviventes das bombas atômicas no Japão tiveram a expectativa de vida reduzida em 2,6 anos. Como objeto de comparação, seguem outros dados: pessoas que fumaram a vida inteira podem ter a vida encurtada em dez anos. Já quem sofre de obesidade severa aos 35 anos pode viver de quatro a dez anos menos.





