A dificuldade de ações simultâneas
Um possível ''engarrafamento'' no cérebro foi apontado, por cientistas dos Estados Unidos, como o provável motivo pelo qual as pessoas não conseguem desenvolver duas tarefas simultaneamente. De acordo com a pesquisa a atividade cerebral é reduzida quando a pessoa tenta executar uma segunda tarefa menos de 300 milésimos de segundo depois da primeira. Para os pesquisadores, a descoberta sustenta a proibição do uso de telefones celulares enquanto o indivíduo dirige. A pesquisa foi publicada na revista ''Neuron''.

Vida sedentária prejudica o sexo
Um estudo publicado pela revista ''American Journal of Medicine'' mostrou que mais de 18% dos norte-americanos, maiores de 20 anos, sofrem de problemas de ereção e a questão está intimamente ligada ao estilo de vida sedentário. Além da falta de exercício físico, os americanos são prejudicados pela dieta pobre em nutrientes. O problema, mostra a pesquisa, é mais frequente entre os homens de idade avançado, sobretudo quando há presença de diabete ou pressão alta. O estudo indica que é preciso mais exercício físico para ter uma vida sexual satisfatória e não precisar depender de remédios contra impotência.

Genes estimulam atração sexual
Em casais onde há muita semelhança em um certo complexo de genes, as mulheres tendem a ter menor interesse no parceiro e maior atração por outros homens. A conclusão é de uma nova pesquisa publicada na revista ''Psychological Science''. O estudo encontrou um elo entre um conjunto de genes envolvidos na função imunológica e a seleção de parceiros sexuais por seres humanos. Isso indicaria que a escolha do parceiro é, em parte, determinada pelos genes. Os resultados da pesquisa apontaram que os humanos tendem a optar por parceiros com um complexo de genes ligados ao sistema imunológicos, classificado de MHC, diferente do próprio. Essa escolha ajudaria a fortalecer o sistema imunológico da geração seguinte.

Maconha contra obesidade
Um remédio experimental derivado da maconha, da empresa britânica GW Pharmaceuticals PLC, deve começar a ser testado em humanos para combater a obesidade. Segundo o gerente do laboratório, Justin Gover, a planta da maconha possui 70 diferentes tipos de canabióides e que, cada um deles, produz um efeito diferente no corpo - sendo que alguns deles conseguem tirar o apetite das pessoas. A empresa pretende iniciar os testes clínicos com a nova droga já na segunda metade deste ano.

Opção contra a hipertensão
O Food and Drug Administration (FDA) - órgão norte-americano responsável pela liberação de medicamentos e alimentos - concedeu aprovação para o medicamento Exforge, do laboratório Novartis. A nova droga, que no Brasil chamará Diovan Amlo Fix, combina, em um só comprimido, dois dos anti-hipertensivos mais receitados em suas respectivas classes - o valsartana e o besilato de anlodipino. A vantagem do novo tratamento está na facilidade de administração, o que deve melhorar a adesão ao tratamento. A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco da doença cardiovascular, que configura como a principal causa de morte em todo o mundo. Nos Estados Unidos, a medicação deve começar a ser comercializada até o final de setembro deste ano. A documentação já foi submetida para aprovação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a expectativa é que, ainda neste ano, a medicação seja aprovada no Brasil.

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