PÍLULAS
Magnetismo trata depressão
O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo recebeu autorização para fazer uso clínico de um aparelho de estimulação magnética que trata a depressão. A expectativa é que o Sistema Único de Saúde (SUS) inclua o tratamento - que custa R$ 300 a sessão nos planos de saúde. No tratamento, os campos magnéticos emitidos pelo dispositivo são direcionados para o crânio do paciente, produzindo mudanças nos neurônios. Esta estimulação pode melhorar a criatividade da pessoa e até tratar a depressão. O processo, já regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é chamado de estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr). Pesquisadores dizem que o EMTr raramente produz efeitos colaterais. Alguns pacientes relatam uma dor de cabeça muito sutil durante a sessão. Em breve, o aparelho será testado para autismo, dislexia e transtorno de déficit de atenção.
Ovos anticâncer
Pesquisadores do Instituto Roslin, no Reino Unido, divulgaram a criação de galinhas geneticamente modificadas. Segundo os cientistas, elas são capazes de botar ovos que contêm proteínas utilizadas no combate ao câncer. Segundo lembrou Harry Griffin, diretor do instituto, as galinhas podem produzir grandes quantidades e de forma barata. O único material seria a ração para aves. A equipe já trabalha no projeto há sete anos, mas para que as proteínas possam ser testadas em humanos podem ser necessários mais cinco. Uma versão para comercialização levaria até dez anos.
Dormir após as refeições
Muita gente acredita que dormir após as refeições faz bem, mas de acordo com Ricardo Barbuti, gastroenterologista do Hospital e Maternidade São Camilo, de São Paulo, deve-se esperar cerca de duas ou três horas para deitar-se após ter comido aquele ''pratão'' de feijão com arroz. Pela própria força da gravidade, a comida tende a voltar para o esôfago e, caso a pessoa tenha alguma doença digestiva, pode piorar - e muito - o quadro. ''Um bom hábito é andar um pouco após comer, cerca de 15 a 20 minutos já está bom'', aconselha o gastroenterologista.
Chiclete contra a obesidade
Uma goma de mascar que supra a fome e seja usada contra a obesidade. Essa é a nova frente de pesquisa de cientistas britânicos do Imperial College, de Londres. A nova droga em desenvolvimento é baseada no hormônio polipeptídio pancreático (PP), natural do aparelho digestivo. Esse hormônio imita a resposta do organismo da sensação de barriga cheia. A expectativa é que, em oito anos, já esteja disponível um tratamento com injeção. Os pesquisadores querem, no entanto, produzir uma forma que a substância possa ser absorvida pela boca. Testes preliminares submeteram voluntários saudáveis a doses moderadas do hormônio. Os resultados apontaram para uma redução de até 20% na quantidade de alimento consumido.





