ÁLCOOL X ADOLESCENTES
Estudantes do ensino médio da Colômbia, do Uruguai, e do Brasil são os que mais consomem álcool na América Latina, segundo um estudo da ONU, elaborado pelo Escritório contra a Droga e o Crime, divulgado pelo jornal chileno ''La Tercera''. Os dados foram reunidos em setembro entre os principais organismos de controle e de combate às drogas, em nove países. A ingestão de álcool entre adolescentes foi liderada pelos estudantes da Colômbia (51,9%), seguida pelos jovens do Uruguai (50,1%) e do Brasil (48%). Na Argentina, 42,3% dos estudantes consomem álcool. O consumo atinge 40,1% no Chile e no Paraguai, 28,1% no Equador, 25,9% no Peru e 16,4% na Bolívia.

VERDURAS COMBATEM O ENVELHECIMENTO
Pesquisa publicada na revista ''Neurology'' indica que comer saladas poderia ajudar a retardar o envelhecimento do cérebro, após os 65 anos. Os pesquisadores do Chicago's Rush University Medical Center estudaram mais de 3.700 indivíduos, entre 1993 e 2002. Os participantes realizaram testes de habilidade mental. Os pesquisadores dividiram os participantes em cinco grupos, segundo a ingestão média diária de vegetais. A ingestão variou de menos de 1 porção de verdura, até 4 por dia. O envelhecimento anual foi 40% menor, nas pessoas que ingeriram maior quantidade de vegetais. Já a ingestão de frutas não alterou o envelhecimento cerebral. Segundo os pesquisadores, a razão para este efeito benéfico, poderia estar no fato de que os vegetais são ricos em vitamina E, que diminuiria o efeito negativo das gorduras dos alimentos.

''CONFUSO'' HORÁRIO
Os pesquisadores da Universidade da Virgínia (EUA) descobriram que ratos expostos a mudanças semelhantes às vividas por seres humanos com horários irregulares morrem mais cedo. Eles analisaram como ratos jovens e idosos reagiam a mudanças no equilíbrio natural entre dia e noite. Dividiram os ratos em três grupos. Um teve os relógios avançados em seis horas, uma vez por semana, uma diferença equivalente ao fuso horário entre a Grã-Bretanha e Bangladesh. Com isso, os ratos passaram menos tempo no escuro. O outro grupo teve os relógios atrasados em seis horas - uma diferença igual ao fuso entre a Grã-Bretanha e a cidade de Chicago, nos Estados Unidos - passando mais tempo no escuro. O terceiro grupo não sofreu mudanças nos horários. Os animais mais jovens aparentemente não foram afetados pelas mudanças. Entre os ratos idosos, apenas 47% dos que tiveram noites mais curtas sobreviveram. O número subiu para 68% entre os que tiveram noites mais longas e 83% para os ratos que não sofreram mudanças. Segundo os cientistas americanos, a razão do aumento da mortalidade nos ratos pode ter ligações com a falta de sono ou as alterações sofridas pelo sistema imunológico.

POLUIÇÃO AFETA CÉREBRO INFANTIL
Crianças podem ter sofrido danos cerebrais por efeito da poluição industrial, segundo um estudo científico publicado no site da revista médica ''The Lancet''. O estudo, elaborado por especialistas americanos e dinamarqueses, indica a existência de uma ''pandemia silenciosa'' de transtornos no desenvolvimento neurológico. Os causadores seriam produtos químicos tóxicos depositados no ambiente. Segundo os especialistas, algumas das doenças e transtornos derivados da poluição industrial são autismo, déficit de atenção, retardamento mental e paralisia cerebral. Os autores do estudo identificaram 202 produtos químicos industriais potencialmente prejudiciais ao cérebro humano. Quase todas as crianças nascidas em países industrializados entre 1960 e 1980 foram expostas ao chumbo da gasolina.

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