PÍLULAS
Vírus da Aids em 3D
Pela primeira vez, os cientistas conseguiram fazer uma imagem tridimensional do vírus HIV - que causa a aids. O feito foi apresentado por uma equipe de pesquisadores germano-britânica das Universidades de Oxford, Heidelberg e de Munique. Segundo declarou à imprensa Stephen Fuller, um dos autores do trabalho e professor do Wellcome Trust Centre para Genética Humana da Oxford University, o mapa em 3D irá contribuir significativamente para os estudos que analisam a formação e crescimento do HIV.
Fertilidade feminina
Com a participação cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho, a primeira gravidez tem ocorrido mais tardiamente para a maioria dos casais. E o período fértil da mulher é um fato que preocupa grande parcela da população, já que o relógio biológico feminino não pára. Pensando nisso, cientistas da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, criaram um teste capaz de ''medir'' o tempo de fertilidade da mulher. A contagem é feita por meio da medição de óvulos nos ovários femininos e o nível de três hormônios relacionados à fertilidade no sangue, em seguida, compara os resultados com a fertilidade, em média, de mulheres da mesma idade. O teste ''Plan Ahead'' (em português ''Planeje com Antencedência'') chega ao mercado inglês por 179 libras (pouco mais de R$ 700,00).
Estresse x aborto
Pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA), liderados por Ralph Catalano, divulgaram um estudo que revela que, em períodos de crise, o organismo feminino pode eliminar fetos masculinos menos saudáveis. A teoria teve como base a análise de registros de nascimento na Suécia entre 1751 e 1912, publicado na revista ''Proceedings of the National Academy of Sciences''. Um dos motivos, segundo os cientistas, seria o fato de o estresse da mãe, durante a gestação, afetar mais seriamente fetos masculinos mais fracos. Outra explicação, mais provável, é de que o corpo da mulher sob condição de estresse teria menos tolerância a fetos menos saudáveis.
Sorria e conquiste
Mais uma vez, ponto para o humor. Deu no site da revista americana ''Nature'' o que muita gente já pôde comprovar na prática: mulheres gostam de homens engraçados, e homens gostam de mulheres que riem de suas piadas. Para comprovar a teoria cientificamente, pesquisadores do Westfield State College, de Massachusetts (EUA), liderados por Eric Bressler, e por Sigal Balshine do McMaster University em Hamilton, Ontário (Canadá) saíram a campo. A confirmação veio após analisarem questionários - dos quais constavam também fotos - de mais de 200 estudantes universitários, dos dois sexos. Ou seja, rir continua a ser o melhor ''remédio''.
Sexo em alta
Que ter humor é essencial na vida, todo mundo sabe. Mas o que diz o psicólogo Stuart Brody, da Universidade de Paisley, da Escócia, vai além. Segundo seu artigo, publicado na revista ''New Scientist'', o melhor preparo para quem tem de se apresentar em público, ministrando um curso ou palestra, por exemplo, é fazer sexo antes. Seu trabalho teve como base a análise comportamental de 24 mulheres e 22 homens, durante duas semanas. Brody adverte, no entanto, que apenas relações sexuais completas produzem esse resultado. Masturbação ou ''uma rapidinha'', não obtiveram resultados satisfatórios para o objetivo em questão.
Osteoporose, novas esperanças
A luta contra a osteoporose, doença que afeta cerca de 10 milhões de brasileiros e mata cerca de 40 mil todos os anos, ganha mais aliados. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar dois novos remédios, que devem chegar ao mercado nacional nos próximos meses. O primeiro, cujo princípio ativo é o ibandronato de sódio, tem fabricação da Roche; e terá administração mensal - atualmente as doses podem ser diária ou semanal. A expectativa é de que o remédio diminua o abandono do tratamento. E, o segundo, o ranelato de estrôncio, do laboratório Servier, pertence a uma nova classe terapêutica que promete atuar de duas formas: além de diminuir a reabsorção de osso, aumenta a formação de massa óssea. Hoje, há produtos que atuam somente por um ou outro processo. Por enquanto, essas drogas não devem ser disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).





