PÍLULAS
Remédio reciclado
Pesquisadores do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, estão estudando a possibilidade de os resíduos de madeiras (lascas e pedaços do tronco) fornecerem insumos para novos fármacos destinados ao tratamento do câncer. O trabalho foi idealizado a partir da dissertação de mestrado da farmacêutica Luciana Jankowsky. Embora as pesquisas ainda estejam no início, os resultados preliminares indicam que os especialistas estão no caminho certo. O extrato obtido com o ipê, por exemplo, teve boa atividade ao ser aplicado em células tumorais, provocando a morte celular. Em outros tipos de experimentos, os resultados também foram positivos. O extrato da cabreúva vermelha produziu um acentuado efeito depressor do sistema nervoso central de camundongos, ou seja, provocou a anestesia geral das cobaias. A pesquisa constatou ainda que esse extrato possui um efeito analgésico semelhante ao causado pela morfina.
Barbeiro indiano
Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) descrevem na revista ''Annals of the Entomological Society of América'' a larva do Linshcosteus karupus, espécie de barbeiro encontrada no sul da Índia. Apesar de não estar envolvido na transmissão da doença de Chagas, o inseto vive perto de cidades e pode ser um potencial transmissor do Trypanosoma cruzi.
Camundongos mais inteligentes
Com o objetivo de criar modelos animais mais reais para pesquisas sobre doenças neurológicas, como o mal de Parkinson, cientistas do Instituto Salk, nos Estados Unidos, criaram camundongos com pequenas quantidades de células cerebrais humanas. Foram injetadas cerca de 100 mil células-tronco embrionárias humanas no cérebro dos animais quando ainda eram fetos. Os camundongos nasceram com 0,1% de neurônios de pessoas -índice muito pequeno para ''humanizar'' os roedores, afirmam os cientistas. Ainda assim, o resultado levantou dúvidas éticas sobre o trabalho com seres híbridos. A pesquisa foi publicada no instituto dos EUA ''Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)''.
A genética do câncer
Cientistas norte-americanos do Instituto Nacional de Pesquisa sobre o Genoma Humano e do Instituto Nacional contra o Câncer anunciaram o lançamento de projeto para traçar o mapa genético do câncer. Batizado de ''Atlas do Genoma do Câncer'', o projeto - que terá investimento de U$ 100 milhões - registrará as remodelações que ocorrem no DNA das células quando se forma um tumor, anunciaram as duas instituições oficiais dos EUA. A esperança é desenvolver tratamentos efetivos contra o mal. Os especialistas sabem que o câncer é uma doença genética, causada por mudanças no ácido desoxirribonucleico (DNA) das células, mas até agora não foi desenvolvida uma análise sistemática dessas mutações nos diferentes tumores.
Calculando os riscos
O site da Sociedade Brasileira de Dermatologia (www.sbd-sp.org.br) permite que o internauta descubra as chances que possui de ter câncer de pele. Há uma calculadora que avalia os riscos de desenvolvimento da doença analisando fatores como idade, sexo e cor da pele.





