São Paulo - Uma semana depois do maior desastre da história da aviação civil brasileira, pilotos das principais companhias aéreas do País - TAM, Gol, Varig e Ocean Air - entraram em acordo e decidiram não pousar em Congonhas, na zona sul de São Paulo, em dias de chuva. Eles temem a repetição de acidentes. Em caso de chuva, seguem para Cumbica ou Viracopos. A BRA suspendeu vôos em Congonhas desde sexta-feira. ''É impossível manter o controle de uma aeronave lá'', disse um piloto com 10 mil horas de vôo - ele foi um dos que se recusaram hoje a pousar no aeroporto paulistano.
Outro comandante afirma que, após a reforma, tanto a pista principal como a auxiliar estão mais inseguras. A pista principal deve ficar fechada por pelo menos mais 10 dias, segundo informações da Aeronáutica.
Apesar do receio crescente, o histórico de vôos do Airbus A320 da TAM diminui a possibilidade de que a chuva e a pista do Aeroporto de Congonhas tenham sido decisivas na tragédia que matou ao menos 199 pessoas. Isso porque, no dia do acidente, o avião de prefixo MPK já havia pousado duas vezes na pista principal do aeroporto, uma delas enquanto chovia quase três vezes mais do que no momento do desastre. Em nenhuma das aterrissagens houve queixas de pista escorregadia ou problemas mecânicos.
Indenização - A TAM divulgou que já pagou a primeira indenização a uma das famílias das vítimas do acidente. A informação foi dada pelo presidente da companhia, Marco Antonio Bologna, que admitiu pela primeira vez, hoje, que a empresa enfrentou dificuldades para comunicar as famílias logo após a tragédia e isso atrasou a divulgação da lista de vítimas. Apenas 66 dos 199 mortos haviam sido identificados pelo Instituto médico-legal.
A Defesa Civil ainda autorizou ontem a liberação de 11 dos 27 imóveis interditados na região de Congonhas. Cinco imóveis comerciais da Rua Baronesa de Bela Vista, nos fundos da TAM Express, reabriram.

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