Um piloto londrinense que voa há cerca de cinco anos e que preferiu não se identificar, esteve no local do acidente tentando entender o que teria acontecido. Ele explicou à reportagem da FOLHA que o piloto do monomotor poderia estar ''voando cego'', contando com a ajuda dos instrumentos da aeronave. ''Quando você utiliza os instrumentos, toma como base uma carta que é um mapa detalhado com a altitude mínima de descida. Quando o piloto atinge essa determinada altura e não consegue visualizar a pista, ele tem que arremeter, ou seja, subir. Acredito que ele poderia não estar utilizando a carta e apostou no seu conhecimento, mas a neblina não permitiu a ele uma boa visibilidade'', explicou.
Ainda segundo o entrevistado, outra possibilidade é que o piloto tenha se concentrado apenas nos instrumentos. ''Quando se usam os intrumentos, o piloto volta sua concentração para o painel. Pode até ser que ele tenha tentado subir, mas as nuvens também não ajudaram'', disse.
A reportagem consultou o site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e, por meio do prefixo do avião, verificou que a aeronave estava com os registros e as vistorias em dia. (Fernanda Borges e Célia Polesel)

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