Piloto morto em acidente é enterrado em Cascavel
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terça-feira, 06 de janeiro de 2015
Viviani Costa<br> Reportagem Local 
Cascavel O corpo do piloto Vitor Augusto Gunha da Costa, de 19 anos, foi enterrado no início da noite de ontem em Cascavel (Oeste). O monomotor que o jovem pilotava caiu na noite de domingo na zona rural de Toledo. O desastre ocorreu pouco depois da decolagem. O rapaz estava sozinho na aeronave e morreu no local.
O monomotor modelo Super Petrel LS, prefixo PU-PEK, seguiria com destino a Cascavel. O pai do jovem, o médico Augusto da Costa, pilotava outro avião do mesmo modelo e acompanhava o filho no trajeto. De acordo com informações repassadas por funcionários do Aeroporto de Toledo, os dois pousaram no início da noite no aeroporto por conta de uma forte chuva que caía em Cascavel.
Aproximadamente 30 minutos depois do pouso, o pai decolou com destino a Cascavel. O filho partiu em seguida, cinco minutos após a primeira decolagem. O acidente ocorreu por volta das 20 horas. O responsável pelo setor de abastecimento do Aeroporto de Toledo, Jandir Boscatto, afirmou que as aeronaves não haviam abastecido. "O tempo por aqui estava bom. Cascavel teria orientado o pouso por aqui por causa do mau tempo. Eu conhecia o pai dele. Os dois tinham experiência com helicóptero e outras aeronaves", contou.
Ao perceber que o filho havia interrompido a comunicação via rádio, o pai retornou ao Aeroporto de Toledo, onde soube do acidente. Na manhã de ontem, peritos do Instituto de Criminalística de Cascavel estiveram no local do acidente. A queda do monomotor ocorreu a aproximadamente 5 km do centro da cidade de Toledo e a 5 km do aeroporto da mesma cidade.
Conforme o perito Rodrigo Guerra, testemunhas disseram que a queda foi rápida, sem sinais de fumaça e de explosão. "Antes da aeronave atingir o solo, teria ocorrido uma pane no motor. O piloto tentou fazer uma manobra, mas o avião fez movimentos em círculo, em parafuso e caiu em linha reta com o bico no chão em uma fazenda de plantação de soja com terrenos muito irregulares. Não havia cheiro de combustível e nem sinais de vazamento de óleo", detalhou Guerra. O perito afirmou ainda que não chovia e não ventava em Toledo no momento do acidente.
A equipe do Instituto de Criminalística fotografou o avião, registrou relatos das testemunhas e documentou as condições gerais do local. Segundo Guerra, a Polícia Civil entrou em contato com o controle de tráfego aéreo em Curitiba para dar continuidade a apuração dos fatos. "A aeronave vai permanecer no local, que continua isolado. Pedimos para que fosse colocada uma lona de proteção no avião", explicou.
Vitor Costa havia conseguido o brevê em janeiro do ano passado. Segundo informações de funcionários do Aeroporto de Toledo, a aeronave estava regularizada junto a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O avião modelo anfíbio (por também realizar pousos sobre a água) é de pequeno porte e costuma ser utilizado em atividades de lazer.
De acordo com a assessoria de imprensa do Comando da Aeronáutica, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronaúticos (Cenipa) não realiza investigação de acidentes que envolvem aeronaves experimentais. O delegado da Polícia Civil de Cascavel, Denis Giovanny Zortea Meniro, informou que aguarda resposta da Anac para saber quais serão os próximos passos da investigação.


