Pietro Maria Bardi é velado em auditório do Masp
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quinta-feira, 30 de setembro de 1999
Por Cristina Duran 
São Paulo, 01 (AE) - As portas do Museu de Arte de São Paulo (Masp) fecharam-se nesta sexta-feira (01) para quem queria ver a exposição Picasso: Anos de Guerra 1937-1945. A casa acordou de luto, pois na madrugada de hoje o Masp perdeu Pietro Maria Bardi
seu fundador, que estava com a saúde debilitada havia sete anos.
Bardi morreu em sua casa no bairro do Morumbi, aos 99 anos, enquanto dormia. Sofreu uma parada cardiorrespiratória que provocou a falência múltipla de órgãos.
O corpo de Pietro Maria Bardi chegou ao Masp às 17h20 e foi recebido pelo presidente do museu, Júlio Neves, e por João da Cruz Azevedo, diretor-secretário-geral. Ele foi velado no auditório do subsolo por familiares, amigos e personalidades ligadas ao mundo das artes.
O caixão permaneceu entre um quadro de Rafael, A Ressurreição de Cristo - adquirido e autenticado por Bardi na biblioteca de Cambridge -, e A Virgem em Majestade, obra do século 13 do Maestro del Bigallo, doada por ele ao museu em 1992, em homenagem a sua mulher, a arquiteta Lina Bo Bardi, que projetou o museu.
O corpo deixará o Masp hoje por volta das 8 horas deste sábado e seguirá para o Crematório da Vila Alpina, onde será cremado às 9 horas.
Nascido na Itália, Pietro Maria Bardi veio para o Brasil em 1946, com Lina Bo Bardi. Naturalizado brasileiro, um ano depois fundava o Masp com o empresário Assis Chateaubriand. Bardi só deixou o cargo de presidente do museu no início desta década.
"Só nos resta dar continuidade ao seu trabalho", comentou durante o velório Luís Hossaka, curador-chefe do Masp. Durante a tarde, o ex-ministro da saúde Adib Jatene, atual vice-presidente do conselho deliberativo do Masp, e a galerista Raquel Arnaud levaram suas condolências à direção do museu. O presidente Fernando Henrique enviou mensagem lamentando a perda.


