Pico de congestionamento chega a 138 quilômetros
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quinta-feira, 09 de dezembro de 1999
Por Marcelo Cardoso e Sérgio Pompeu 
São Paulo, 09 (AE) - A greve dos metroviários prejudicou o trânsito hoje (09) principalmente nas zonas sul e leste de São Paulo. As férias escolares e a distribuição desigual dos pontos de morosidade fizeram que o total de congestionamentos na cidade não fosse tão mais alto que o de dias normais.
O pico da manhã, registrado pelos técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) às 8h30, foi de 90 quilômetros. À noite, voltar para casa foi ainda mais complicado.
Às 19 horas, a CET registrou congestionamento de 138 km, 5 a mais que os 133 km registrados no dia anterior e menos da metade do recorde deste ano, 239 km no dia 2 de junho.
Como seria de se esperar, os corredores mais afetados foram aqueles cujo traçado coincide com o de linhas da Companhia do Metropolitano, como a Radial Leste, na zona leste, e as Avenidas Jabaquara, zona sul, Cruzeiro do Sul, zona norte, e Paulista, região dos Jardins. Além do número maior de automóveis particulares e ônibus em circulação, taxistas e perueiros paravam a todo instante para recolher passageiros.
De manhã, por exemplo, a CET registrou lentidão no sentido bairro-centro da Radial Leste, na zona leste, onde há 12 estações do metrô. O mesmo ocorreu no corredor formado pelas avenidas Jabaquara e Domingos de Morais, zona sul, ao longo do qual há oito estações. Em contrapartida, a CET não verificou maiores problemas nas Marginais do Pinheiros e do Tietê e na Avenida dos Bandeirantes.
SPTrans - A São Paulo Transporte S.A. (SPTrans) montou uma operação especial destinada a garantir ônibus para quem ficou sem o metrô como alternativa de transporte. Com isso, permaneceu em circulação durante todo o dia a frota que normalmente só atende passageiros em horários de pico, de 10.400 veículos.
Durante a manhã, carros de aproximadamente 140 linhas de integração ônibus-metrô tiveram seus trajetos estendidos até o centro. Só na zona leste, a medida implicou a mudança do ponto final de 80 linhas. A única região onde não ocorreu remanejamento foi a oeste, onde há só três estações do metrô.
A SPTrans criou também bolsões de estacionamento nas avenidas do Exterior (Parque D. Pedro) e Alcântara Machado (na altura do Viaduto Bresser, zona leste). O objetivo da medida foi facilitar a volta para casa dos moradores da zona leste.
Além de aumentar o número de fiscais nas ruas, a CET liberou o tráfego nas faixas solidárias, onde normalmente só podem circular carros com, no mínimo, dois ocupantes. A companhia também permitiu aos motoristas estacionar livremente nas cerca de 25 mil vagas de Zona Azul.


