PIC desarticula quadrilha que fazia escuta telefônica
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terça-feira, 05 de setembro de 2006
Andréa Lombardo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- Depois de cerca de oito meses de investigação, a Promotoria de Investigação Criminal (PIC), de Curitiba, órgão vinculado ao Minsitério Público (MP) estadual desarticulou uma suposta quadrilha que fazia interceptações de ligações telefônicas. O esquema seria liderado pelo policial civil Délcio Augusto Rasera preso, ontem, junto de outras cinco pessoas.
Em nota oficial, a Casa Civil informou que Rasera estava cedido ao órgão depois de ter sido colocado à disposição pelo Grupo Auxiliar de Recursos Humanos da Polícia Civil. Ele não tinha cargo nem foi nomeado como assessor, como havia informado a PIC, e já voltou a ficar à disposição da polícia, diz a nota.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou, por meio da assessoria de imprensa, que ele era investigador de segunda classe na Delegacia de Homicídios, antes de atuar na Casa Civil. Informou, ainda, que um delegado da Corregedoria da Polícia Civil acompanhou a prisão e que aguarda informações sobre as acusações contra Rasera para instaurar procedimento administrativo.
Os nomes dos outros presos não foram divulgados. Duas pessoas foram presas em flagrante e três deles tinham mandado de prisão. Entre os detidos estariam investigadores particulares e técnicos de operadoras de telefonia. A assessoria de imprensa do Ministério Público (MP) estadual informou que havia ainda quatro mandados de prisão a serem cumpridos e que o balanço da operação, batizada Pátria Nossa deveria ser divulgado hoje.
A PIC, também, cumpriu mandados de busca e apreensão. As investigações teriam apontado que Rasera manteria, pelo menos, três escritórios de investigação, que ofereceriam serviços para empresários, advogados, políticos e autoridades públicas, realizando escutas sem autorização judicial de telefones móveis e fixos.
Em um dos escritórios, localizado no Jardim Social, foram encontrados, além de equipamentos de escuta telefônica, armas, silenciadores e munições, inclusive, um fuzil R-15, de uso exclusivo das Forças Armadas. A PIC acionou o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) para o fazer o flagrante de porte ilegal de arma.


