PIC apura sumiço de dólares em vara criminal
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de novembro de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O ''sumiço'' de US$ 13.108 (cerca de R$ 28.830 pela cotação de ontem) de uma das varas criminais de Curitiba coloca em cheque a segurança de bens apreendidos durante o curso do processo penal. O dinheiro que desapareceu estaria guardado em um armário de aço, quando deveria estar depositado em uma conta bancária. O caso deverá ser apurado pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) órgão vinculado ao Ministério Público (MP) estadual.
O advogado do casal que tenta recuperar o dinheiro, José Leocádio de Camargo, ingressou com representação junto ao Tribunal de Justiça (TJ) para que o órgão encaminhe pedido de abertura de inquérito à Procuradoria Geral de Justiça, pois suspeita de crime de peculato (apropriação indevida de dinheiro por funcionário público).
Segundo o advogado, a escrivã de uma das varas criminais teria confidenciado a ele e a seus clientes que emprestou o dinheiro a um conhecido que não a devolveu. Ela estaria aguardando o recebimento de precatório (no valor de R$ 200 mil) para reembolsar o casal, mas para a juíza substituta (à época dos fatos), a escrivã teria alegado que o dinheiro foi furtado.
A devolução do dinheiro foi determinada pela 5 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ), que entendeu que sua origem era lícita. Os dólares haviam sido apreendidos na casa do casal em 14 de fevereiro do ano passado pela Polícia Militar (PM), depois que os dois e mais um casal de amigos foram presos e indiciados por porte ilegal, formação de quadrilha, crime contra o patrimônio e porte ilegal. O MP, segundo Camargo, ofereceu denúncia apenas contra uma das pessoas, que estava de posse da pistola, por porte ilegal.
Ainda de acordo com Camargo, na representação ao TJ é solicitada a abertura de procedimento administrativo e afastamento imediato da servidora pela Corregedoria Geral de Justiça.


