PIB do Paraná deve crescer até 6%
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de março de 1997
Sucursal de Curitiba 
Estudos feitos com base em dados da Eletrobrás, do Ipardes e do IBGE mostram que a taxa de crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) paranaense deverá superar a do Brasil no período 1995/2005. A projeção, divulgada pelo governo do Estado, aponta uma expansão média de 6% do PIB paranaense nesse período, contra crescimento anual de 5% para o Brasil.
Os estudos que apontam para esse cenário tomam como base o comportamento dos setores produtivo e de consumo e o processo de transformação da base industrial do Estado. A progressiva redução das relações de troca desfavoráveis com os estados do Sul e do Sudeste elevaria a participação do Paraná no PIB brasileiro para 6,50% e 6,72%, respectivamente nos anos 2000 e 2005, equivalendo a US$ 46,285 bilhões e US$ 61,069 bilhões.
De acordo com análise do Ipardes, contribui de forma importante para esses números a desconcentração econômica. Paralelamente ao fortalecimento da produção metalmecânica, incentivada pela presença de montadoras de automóveis, na Região Metropolitana de Curitiba, há um processo de dinamização econômica das áreas regionais do interior do Paraná, afirma a análise divulgada pelo governo.
O estudo cita aspectos que indicam o fortalecimento das economias regionais em todo o Estado. No Norte, por exemplo, Londrina avança rumo à diversificação resgatando sua vocação agroindustrial e agregando novos valores à produção, com maior suporte em operações de base tecnológica.
A região de Maringá, que detém a maior capacidade de refino de soja e fabricação de fios de algodão e de seja do Estado, é apontada como pólo têxtil e de confecções, especialmente no eixo Maringá-Cianorte. É destacado ainda o potencial de Apucarana e dos municípios do Vale do Ivaí para o funcionamento de um complexo calçadista e outros subprodutos do couro. Essa vocação diminuiria a costumeira transferência do produto beneficiado para transformação industrial em outros estados.
O estudo, que inclui ainda projeções do Banco Central, destaca a competitividade paranaense no mercado brasileiro e também no Mercosul. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações paranaenses para outros países saltaram de US$ 2,1 bilhões em 1992 para US$ 2,5 bilhões no ano seguinte e para US$ 3,5 bilhões em 1994, com variação acumulada de 66,2%.


