PIB da Argentina deve recuar 3% este ano
Buenos Aires, 23 (AE-ANSA) - O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina deverá recuar, no mínimo, 3% este ano, em relação a 1998, em decorrência da desaceleração do ritmo de atividade mundial e da queda nos preços dos principais itens da pauta argentina de exportações.
"O país está vivendo este ano a pior recessão desde 1995, quando a economia local sofru os abalos resultantes da crise do México e o PIB retrocedeu 2,8%", disse o secretário de Programação Econômica, Rogelio Frigerio.
"É pouco provável que o nível de recuperação do segundo semestre seja suficiente para comensar a queda do PIB verificada no primeiro", disse. Só no setor industrial o recuo no nível de atividade chegou a 10%.
Na avaliação do especialista do governo argentino, a crescente incerteza provocada por fatores internos e a consequente redução do nível de investimentos também contribuíram para agravar a situação da economia.
Frigerio esclareceu, porém, que o governo do presidente Carlos Menem não pretende renegociar as metas pactuadas como Fundo Monetário Internacional (FMI), que em janeiro ampliou os financiamentos ao país para um total de US$ 4,2 bilhões, dinheiro que até agora permanece intacto.
O Orçamento deste ano, preparado em setembro de 98, previa inicialmente um crescimento da ordem de 4,8%, mas essa perspectiva foi revisada em dezembro do ano passado para 2,5%.
A desvalorização do real brasileiro determinou nova revisão no fim do segundo trimestre, para -1,5%. As estimativas oficiais indicam que o país deverá ser capaz de cumprir a meta de défiit fiscal de US$ 5,1 bilhões, apesar da forte queda na arrecadação, uma clara evidência da recessão, por causa da receita de US$ 1,2 bilhão obtida com a privatização da telefonia celular.





