PIB brasileiro deve cair até 4% este ano
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domingo, 07 de março de 1999
Por Liliana Enriqueta Lavoratti e Lu Aiko Otta 
Brasília, 08 (AE) - A nova versão do acordo do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI) traz a projeção de um encolhimento da economia brasileira em 3,5% a 4% este ano. Mas o governo projeta para o ano 2000 uma grande recuperação da atividade, que levaria o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer de 4,5% a 5%.
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, rebateu críticas de que o governo estaria sendo exageradamente otimista ao prever que o País sairá de uma taxa negativa para um crescimento considerável. "Em 95, a Argentina teve uma queda do PIB de 5% e
no ano seguinte, um aumento na mesma proporção", lembrou ele.
Segundo o texto do Memorando de Política Econômica divulgado hoje por Malan, o governo prevê que o declínio da atividade econômica atingirá seu ponto máximo em meados do ano, "seguido por uma recuperação gradual que se iniciará durante a segunda metade de 99 e ganhará ímpeto no ano 2000, na medida em que haja recuperação da confiança, diminuam as dificuldades no financiamento externo e que a taxa de juros reais se reduza", diz o documento.
O mesmo deverá acontecer com a taxa de inflação, segundo o Memorando. "O índice de preços ao consumidor poderá alcançar mais de 10% na primeira metade de 1999, mas sua taxa de crescimento deverá, então, reduzir-se gradualmente", informa o texto. A equipe econômica acredita que, no final do ano, a taxa mensal de inflação projetada estará na faixa dos 0,5% a 0,7%.
De qualquer forma, Malan lembrou que estas projeções não podem ser tomadas como meta absoluta. "É um absurdo achar que a retração na economia seja meta; nenhum governo quer isso, mas este é apenas um cenário, não uma ciência exata", disse ele.


