PIB americano cresce menos do que o esperado
Washington, 30 (AE-AP) - O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos caiu para uma taxa anual de 1,6% no segundo trimestre, valor bastante inferior às estimativas iniciais e equivalente ao menor crescimento em quatro anos. Pesou no resultado o déficit comercial recorde no período, segundo dados do Departamento de Comércio norte-americano.
Para muitos economistas, esse crescimento modesto significa apenas uma pausa para a economia tomar o fôlego. Eles esperam uma taxa anualizada de 4% ou mais para o terceiro trimestre do ano. A última previsão do governo era um crescimento de 1,8% no segundo trimestre. Em julho, essa estimativa foi ainda maior: de 2,3%. Em resumo, a economia dos EUA cresceu a uma taxa de US$ 31 bilhões no segundo trimestre, levando o PIB do país a 7,8 trilhões, já descontada a inflação.
O resultado do primeiro trimestre, uma alta brusca para 4,3%, surpreendeu os analistas. Para prevenir o superaquecimendo da economia e conter a inflação, o Federal Reserve (banco central dos EUA) elevou os juros duas vezes no ano. A próxima reunião da instituição ocorre nesta terça-feira, dia 5. Um indicador de inflação atrelado ao PIB do segundo trimestre subiu 1,9%, menos que os 2,1% esperados há um mês. No primeiro trimestre, o índice cresceu 1,2%.
De acordo com o relatório do Departamento de Comércio, o PIB perdeu 1,36 pontos porcentuais por causa do déficit comecial do trimestre. A estimativa era perda de 1,34 pontos por conta do saldo negativo da balança. No primeiro trimestre, o déficit anulou 2,23 pontos do PIB.
O governo também informou hoje que os lucros das empresas caíram a uma taxa anual de US$ 9,5 bilhões no segundo trimestre, mais que os US$ 9,2 bilhões estimados. Nos primeiros três meses do ano, o lucro cresceu a uma taxa de US$ 47,1 bilhões.
O Departamento do Trabalho anunciou ainda que o número de pedidos de seguro desemprego cresceu 25 mil no trimestre para 299 mil, por causa do impacto do furacao Floyd. Um terceiro relatório mostrou um aumento de 2,9% nas vendas de imóveis em agosto, o segundo maior recorde de alta do ano.





