São Paulo, 20 (AE) - A novidade da décima edição do Pholianafaria, a transferência da Avenida Nova Faria Lima para o sambódromo, dividiu opiniões e atraiu pequeno público. Apesar de a entrada ser gratuita, apenas 3 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, ocupavam as arquibancadas no início da noite de hoje. "Faltou tempo para divulgação", acredita o vice-presidente da Associação de Bandas, Blocos e Cordões Carnavalescos - entidade que promove a festa -, Vitor Pegler.
"A antecipação do evento em uma semana nos prejudicou", disse uma das organizadoras do Cachorrões da Folia, que desfilou hoje com 2 mil componentes, Camila Del Vita. A festa teve de deixar a Nova Faria Lima, no Itaim-Bibi, zona sul, por determinação da Prefeitura, acatando reivindicações de moradores da região, que reclamavam do barulho, sujeira e complicações no trânsito.
"Lá era carnaval de rua e aqui não é", reclamou a porta-bandeira do bloco Unidos da Melhor Idade, Marina Luiza, de 72 anos. A presidente do bloco, Odette Morales, gostou da mudança. "A emoção é maior porque estamos no espaço das escolas de samba." Para a estudante Camila de Aquino, de 19 anos, o lugar não importava. "O que vale é a folia."
Moema - Cerca de 8 mil pessoas tomaram hoje as ruas de Moema no Carnaval de Rua 2000 do bairro. Animados por passistas e compositores da Vai Vai e pela Corte do Carnaval, foliões da Banda Don Pepe di Napoli dançaram das 10h30 às 16h40.
Às 17h15, começou um tumulto na esquina da Avenida Macuco com a Alameda Jauaperi, entre participantes da festa e policiais. O motivo teria sido um pouco de espuma que caiu sobre um carro de polícia. Assustados, pedestres fugiram para dentro dos prédios. "A polícia se excedeu e bateu muito na molecada", conta a moradora Olga Regina de Oliveira, de 51 anos.

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