Philips encerra produção de monitores em São José dos Campos e transfere unidade para o AM
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quinta-feira, 22 de julho de 1999
Por Júlio Ottoboni 
São José dos Campos, SP, 23 (AE) - A Philips do Brasil comunicou oficialmente hoje o encerramento das atividades da fábrica de monitores para informática em seu complexo situado em São José dos Campos. A unidade industrial será transferida para núcleo fabril de Manaus. O motivo apresentado pela direção da empresa é a política de incentivos fiscais oferecida para atividades fabris na amazônia. Segundo a multinacional, isto garantirá uma competividade maior e reduzirá custos na ordem de 15%. Cerca de 170 funcionários entram em licença remunerada por um mês.
A insegurança quanto o fim das garantias estabelecidas da lei de informáticas, que termina em outubro, e os incentivos fiscais oferecidos pela Lei Hana fizeram a Philips fechar a fábrica no Vale do Paraíba. A partir de meados do ano passado, a política de atração industrial da Amazônia passou a conceder uma série de benefícios aos fabricantes de monitores e estimulou a empresa a rever sua posição em São Paulo.
A unidade de monitores foi inaugurada em fevereiro de 1997 e nunca chegou a produzir sua capacidade máxima, estimada em 400 mil unidades anuais. O pólo que vem sendo formado pela Philips em Manaus garantirá ainda uma economia significativa nos custos destinados a produção. No local funcionam as fábricas de televisores, aparelhos de audio e vídeo, além da planta de componentes eletrônicos. A transferência deverá ser consumada no máximo em 60 dias. Segundo a companhia, caso a unidade transferida continuasse no Vale do Paraíba perderia seu poder competitivo e o Brasil poderia perder a produção de monitores para computador.
Os monitores produzidos em São Paulo abasteciam o mercado interno de O&M e com a marca própria. Uma parte era voltada para exportações. Os trabalhadores sob licença poderão ser absorvidos pela unidade de cinescópios, caso a empresa venha assinar um contrato de exportação com a Europa. Porém, a Philips ainda desconhece qual o percentual que seria reaproveitado em suas linhas de produção. O sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos pretende entrar em negociações com a companhia para evitar futuras demissões.


