Philips e Arapuã fecham acordo para pagamento de dívida
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2000
Por Márcia de Chiara 
São Paulo, 28 (AE) - Philips e Arapuã fecharam acordo sobre a forma de pagamento de uma dívida de cerca de R$ 39,3 milhões da rede de lojas com a indústria. Com isso, a Arapuã, concordatária desde junho de 98, conseguiu a adesão de cerca de 90% dos credores ao seu plano de reestruturação e reduziu o risco de decretação de falência da rede de lojas.
Segundo o gerente de Comunicação da Philips, Guilherme Whitaker Penteado, na semana passada, as empresas chegaram a um acordo no qual "parte substancial da dívida" foi paga em dinheiro. O restante do débito será quitado em debêntures resgatáveis em dez anos. Essa foi a condição de pagamento aceita pela maioria dos credores para a totalidade de seus créditos.
Segundo o advogado da Arapuã, Ricardo Tepedino, no entanto, apenas uma parcela menor da dívida foi paga em dinheiro. Ele explica que a Philips tinha garantias pessoais dos controladores da rede e executou parte das fianças.
Nas contas de Tepedino, cerca de 8% da dívida total ou R$ 3,08 milhões foram pagos à vista, em dinheiro, e R$ 12,7 milhões da dívida total serão convertidos em créditos fiscais a médio prazo, que poderão ser abatidos do Imposto de Renda da Philips. Dessa forma, Tepedino ressalta que só 40% da dívida está sendo paga de forma diferente da dos demais credores. Dentre os credores que não aderiram o acordo, restam Evadin e outros menores.


