Curitiba - Policiais federais aprovaram ontem o indicativo de greve geral por tempo indeterminado. A decisão foi anunciada pelo Conselho de Representantes da Federação Nacional dos Policiais Fedederais (Fenapefe). Com isso, a paralisação deve afetar ações em portos, aeroportos e áreas de fronteira e prejudicar a emissão de passaportes em todo o País a partir da próxima terça-feira. A categoria pede reestruturação salarial e da carreira e melhoria da estrutura do órgão.
Conforme o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Paraná (Sinpef-PR), Fernando Augusto Vicentine, que participou das discussões ontem em Brasília, a orientação é entregar as armas e cruzar os braços. A entidade representa agentes federais, servidores administrativos, papiloscopistas e escrivães. A assembleia no Paraná será na sexta-feira, a partir das 9 horas e, segundo Vicentine, deve seguir a determinação da Fenapefe.
A ação será discutida por cerca de 670 agentes federais na sede da PF em Curitiba e nas demais cidades com delegacias regionais (Londrina, Foz do Iguaçu, Paranaguá, Maringá, Guaíra, Guarapuava, Cascavel e Ponta Grossa). ''Estamos há dois anos e meio sem reajuste e o governo sabe desta distorção. Entretanto, nada foi feito para resolver a situação'', afirmou Vicentine.
O presidente do Sinpef-PR também descartou a possibilidade de realização de novas operações-padrão. ''Já fizemos isto outras vezes, evitando uma paralisação geral, mas como não houve avanço na negociação com o governo, a Fenapefe decidiu aprovar a greve'', completou.
Assim como os agentes, delegados federais promovem hoje, a partir das 18 horas, na sede da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) em Curitiba, que fica anexa à Polícia Federal, no bairro Santa Cândida, uma assembleia dos delegados da PF para analisarem a possibilidade de apoio à paralisação. Segundo o diretor da ADPF no Estado, Gastão Schefer Neto, a Polícia Federal está com os salários defasados há seis anos, inclusive sem reposição da inflação.
O Ministério do Planejamento informou que as reuniões com representantes dos sindicatos ligados aos policiais federais e demais entidades de servidores federais serão entre os dias 13 e 17, para que haja tempo para que a equipe econômica do governo avalie a pauta de reivindicações.

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