São Paulo, 24 (AE) - O PFL usará a proposta de adoção de um salário mínimo equivalente a US$ 100 para destacar a "face social" do partido, no programa que será quase que inteiramente ocupado para apresentar o pré-candidato da legenda à Prefeitura de São Paulo, senador Romeu Tuma (PFL-SP). O deputado Luiz Antônio de Medeiros (PFL-SP), escolhido pelos diretórios estadual e nacional do PFL para vice de Tuma, fará a apresentação da mais recente bandeira do partido.
O jornalista Ricardo Carvalho, contratado pelo PFL para fazer os anúncios e programas partidários, já realizou algumas gravações. No sábado, a equipe de televisão gravou cenas de Tuma na Praça da Sé, no centro de São Paulo, em contato com eleitores.
"Como pré-candidato, conheci o Tuma há um mês e meio e posso dizer que fiquei surpreso com a tranquilidade com a qual ele se relaciona com as pessoas e o respeito que elas têm por ele", contou Carvalho, que já coordenou a parte de TV de algumas campanhas eleitorais do PT. Ele disse que o programa do PFL terá novidades. "Do ponto de vista da comunicação política, o programa será totalmente inovador", antecipou.
A concepção do programa ainda não foi concluída, mas deve traçar um perfil de Tuma. "Ainda não vi o programa, mas apresentaremos o senador Romeu Tuma como o candidato e vamos dar uma cara ao partido", disse o presidente estadual do PFL, Cláudio Lembo.
Surpresa - Tuma elogiou a escolha de Medeiros para disputar a eleição como seu vice, pois entende que o deputado "reforçará a chapa com sua proximidade com os trabalhadores e a defesa do novo valor para o salário mínimo". O senador admitiu, entretanto, que ficou sabendo que o partido havia decidido por Medeiros pelos jornais.
"Eu conversei com o Medeiros sobre isso na semana passada, mas como os dirigentes decidiram antecipar, tudo bem", disse Tuma. O deputado, que já aceitou o convite para ser candidato a vice na chapa liderada por Tuma, disse hoje que precisa apenas consultar suas bases políticas para assumir definitivamente o compromisso com a direção do partido.
Fortalecimento - Assim como Lembo, o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), também defendia uma candidatura própria para fortalecer o partido em São Paulo. Segundo integrantes da executiva estadual da legenda que pediram para não ser identificados, a decisão foi antecipada para neutralizar entendimentos sobre eventuais coligações.
Lembo e o vice-presidente estadual do PFL, deputado Gilberto Kassab (SP), admitiram estar conversando com o PSDB e o PMDB e contaram que foram procurados pelo presidente nacional do PPB, o ex-prefeito Paulo Maluf. Os entendimentos mais avançados ocorreram com os tucanos, em torno da pré-candidatura do vice-governador Geraldo Alkmin (PSDB).
Kassab e Cláudio Lembo disseram ter liberado o vice-governador numa reunião realizada na segunda-feira da semana passada no Palácio dos Bandeirantes. Vereadores do PSDB que pediram para não ser identificados admitiram que, em princípio, o partido será prejudicado com a decisão do PFL, pois com a coligação teria mais da metade do horário eleitoral gratuito transmitido pela televisão.

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